Mais turistas assaltadas na saída da Pedra do Sal: italiana leva soco no rosto, e francesa reage com capacete de moto

 

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Mais duas turistas estrangeiras relataram terem sido vítimas de assaltos após deixarem a Pedra do Sal, na,região portuária do Rio, durante a madrugada desta terça-feira. Com os novos casos registrados na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, na Zona Sul, já chega a oito o número de turistas roubados depois de saírem do tradicional ponto turístico com roda de samba.

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As novas vítimas são a italiana Carola Alzilio e a francesa Johana Tanati, que estão hospedadas em Ipanema. As duas contaram que decidiram voltar para a Zona Sul utilizando mototáxis após deixarem a Pedra do Sal, mas perceberam que algo estava errado durante o percurso.

— Eu não conhecia a Pedra do Sal. Uns mototaxistas perguntaram para onde estávamos indo. Eu respondi “Ipanema”, então fomos cada uma em uma moto. Só que, por mais que eu não conheça, comecei a estranhar o caminho e perguntei para o motociclista: “Onde você está indo?”. E ele disse para eu não me preocupar, que os acessos para Ipanema estavam fechados e que estava fazendo outro caminho. Depois eu reconheci o Maracanã e falei: “Isso é muito longe do lugar onde estou hospedada” — relatou a italiana na porta da delegacia.

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A turista conta ainda eque começou a ficar nervosa e, pouco depois, o motociclista parou repentinamente, foi quando outros indivíduos se aproximaram.

— Outra moto chegou ao meu lado e o cara me deu um soco na cara. Na hora, comecei a chorar. Depois ele pegou meu celular. Eu já estava cheia de sangue, minha boca ficou toda roxa. Depois me empurraram e me deixaram em Triagem (bairro da Zona Norte) — completou Carola.

Sozinha, ferida e sem celular, Carola relata que precisou pegar o metrô com a amiga na estação de Triagem para tentar retornar ao imóvel onde está hospedada em Ipanema.

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Luta corporal para evitar assalto

Já a turista francesa afirma que conseguiu impedir que os criminosos levassem o telefone dela, mas, para isso, precisou entrar em luta corporal com um dos assaltantes. Johana contou que também percebeu que, assim como a amiga, estava distante da Zona Sul quando as motos pararam.

— Depois vi que um deles roubava as coisas da minha amiga. Então ele parou e gritou: “Assalto, assalto, passa tudo ou você vai morrer”. Só que eu resisti e não entreguei o telefone — disse a francesa, que temeu pela vida. — Pensei: “Ele vai me matar aqui”. Comecei a lutar contra ele e fiquei quase nua, porque ele arrebentou minha blusa. Então comecei a gritar muito para tentar chamar atenção. Peguei o capacete que eu estava usando e tentei me defender, bati nele com o capacete e tentei empurrá-lo. Nessa hora ele me deixou na rua.

Turista francesa segura o capacete usado para se defender dos criminosos

Anna Bustamante / Agência O Globo

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Ainda segundo Johana, minutos depois da fuga dos criminosos, ela tentou ligar para o celular roubado da amiga usando o próprio telefone, mas não conseguiu contato. Pouco tempo depois, recebeu uma mensagem de um número desconhecido do interior de São Paulo, supostamente em nome da marca Apple, informando uma tentativa de acesso ao aparelho roubado.

A francesa afirmou que desconfiou do conteúdo da mensagem por considerar que o procedimento não condiz com os alertas oficiais enviados pela empresa e acredita que criminosos possam ter tentado contato após o roubo.

Mais cedo, outros seis turistas estrangeiros — quatro americanos e dois russos — também registraram ocorrências semelhantes na Deat nesta terça-feira. Os americanos foram assaltados no Elevado Paulo de Frontin, na altura da entrada do Túnel Rebouças, após deixarem a Pedra do Sal em dois táxis. Já os russos relataram terem sido roubados enquanto caminhavam em direção a um hotel no Centro da cidade.

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