O 3 a 0 aplicado pelo Flamengo sobre o Botafogo neste domingo, no Maracanã, com dois gols nos últimos cinco minutos, justificou a diferença entre os dois clubes na tabela do Brasileiro.
Embora o Botafogo tenha lutado e tentado equilibrar a partida depois de sair atrás, após um golaço de Samuel Lino, a superioridade do Flamengo poderia ter resultado em um placar mais elástico bem antes.
O próprio Lino, nome do jogo, tratou de aumentar a diferença, e Carrascal completou o marcador para o rubro-negro, que viu a distância para o Palmeiras diminuir de seis para quatro pontos (com um jogo a menos) com o empate do rival diante do Mirassol.
Já o Botafogo se manteve cinco pontos acima do Z4.
Bellão a perigo
Com o técnico interino Rodrigo Bellão como aposta para os jogos contra os líderes — ainda falta o Palmeiras na próxima rodada, em jogo que pode dar fim ao experimento —, a gestão do clube social, que aguarda a venda da SAF para a GDA, vai tomando decisões que aumentam a distância para o topo da tabela.
Já o Flamengo fez o dever de casa diante de mais de 65 mil rubro-negros e, na próxima partida, encara o Mirassol, em jogo atrasado.
Depois de iniciar o clássico com domínio completo e chegar a mais de 70% de posse de bola, o golaço de Samuel Lino, após passe magistral de Jorginho, parecia pouco diante da diferença entre as equipes.
De fato, foi.
Lino, decisivo, cria e usa bem o espaço
Nas cordas, o Botafogo reagiu no segundo tempo, equilibrou minimamente as ações e, mesmo sem ficar mais com a bola, criou situações tão perigosas quanto as do rival.
Mas não tinha um Samuel Lino, que, em grande fase, não só fez o gol como foi o símbolo de um Flamengo que aliou técnica e intensidade quando precisou e serviu de válvula de escape quando foi necessário defender.
O camisa 16 começou como ponta pela esquerda, fazendo os movimentos por trás da defesa, mas também abrindo o time.
Depois, com a saída de Pedro, foi deslocado para jogar mais por dentro.
— Pedro saiu antes do 2 a 0, Lino passou a atacante, e deu a profundidade que a gente pretendia.
Por isso aguentei (para mexer — explicou Jardim.
Botafogo assustou, mas Flamengo dominou
A estratégia do Botafogo desde o início era recuar e sair no erro do Flamengo.
Quase deu certo.
Aos 8 minutos, Montoro levou vantagem após lateral mal cobrado por Luiz Araújo, e Arthur Cabral escorou cruzamento para o gol.
Mas levou a bola com a mão, e o VAR anulou.
Na sequência, o susto fez o Flamengo ser efetivo.
Sem o ataque rival pressionando, Jorginho teve tempo para encontrar o passe perfeito para Lino cair nas costas da defesa e abrir o placar.
O Botafogo, que atuava com três zagueiros, viu Justino ficar pelo caminho.
O time comandado por Bellão era valente, mas não demonstrava força.
Não fossem os erros de passe e finalização, o Flamengo poderia ter terminado o primeiro tempo com uma vantagem maior.
O Botafogo tentava, mas mal conseguia sair do próprio campo.
Danilo e Montoro eram as únicas alternativas para levar o time à frente.
No segundo tempo, o argentino deu lugar a Danilo Pereira.
Com mais físico e velocidade, o Botafogo viu o Flamengo dosar o ritmo e conseguiu criar problemas.
A estratégia rubro-negra passou a ser sair em velocidade, em vez de pressionar tanto.
Pedro, que chegou a marcar em lance de impedimento, cometia excesso de preciosismo.
Arrascaeta, por sua vez, jogava abaixo.
Ambos saíram.
A trocação se estabeleceu.
Nela, Lino sobressaiu de novo.
O atacante recebeu em contra-ataque e desafogou o Flamengo com o segundo gol.
No terceiro, Carrascal roubou a bola, iniciou a jogada, que teve passes de primeira de Jorginho, Lino e Cebolinha, e fechou o placar.
