Mais espaço, motor híbrido e caçamba para mais de 700 kg: como é a Tukan, nova picape da Volkswagen; veja fotos

 

Fonte:


A poucos metros do palco onde Carlo Ancelotti anunciaria sua primeira convocação à frente da Seleção Brasileira, a Volkswagen escolheu transformar o clima de Copa do Mundo em vitrine para um projeto estratégico da marca no país. Ainda camuflada, a inédita picape Tukan fez sua primeira aparição pública nesta terça-feira, no entorno do Museu do Amanhã, na Zona Portuária do Rio.

Porsche, Maserati e Ferrari: 20 carros de luxo são roubados de garagem ‘ultrassegura’ em Paris e desaparecem em uma noite

'Magnatas' de quatro patas? Emprego como babá de pet de famílias ricas pode render salário de até R$ 1,5 milhão por ano nos EUA; entenda

Coberto por adesivos verde-amarelos e referências à cultura brasileira, o modelo pré-série antecipou parte das linhas da futura rival da Fiat Toro. Mesmo com a dianteira parcialmente escondida — e sem os faróis definitivos instalados — já foi possível notar elementos inspirados em SUVs recentes da fabricante, como o Nivus. A traseira, por outro lado, apareceu sem disfarces: traz o nome “Tukan” em relevo na tampa e pintura em amarelo Canário.

Desenvolvida no Brasil, a picape marcará a entrada da Volkswagen no segmento intermediário monobloco, hoje liderado pela Toro e disputado também por modelos como Ram Rampage, Chevrolet Montana e Ford Maverick. A fabricante ainda terá pela frente novas concorrentes, como a Renault Niagara e a futura BYD Mako.

A Tukan será o primeiro utilitário da Volkswagen construído sobre a plataforma modular MQB, arquitetura usada em modelos como Volkswagen Polo, Volkswagen Virtus e Volkswagen T-Cross. Segundo pessoas ligadas ao projeto, o modelo terá o maior entre-eixos já aplicado nessa base, acima dos 2,65 metros do Virtus. A percepção visual do carro exposto indica algo próximo de 2,70 metros.

A fabricante também confirmou mudanças estruturais importantes na parte traseira. Diferentemente de outros veículos da plataforma MQB, a Tukan adotará suspensão com eixo rígido e feixe de molas semielípticas, solução tradicionalmente associada a picapes de trabalho. O sistema terá lâminas de espessura variável e barra estabilizadora.

Segundo a Volkswagen, a escolha prioriza robustez e capacidade de carga, especialmente para uso no agronegócio e em estradas rurais. A expectativa é de que a capacidade útil fique próxima — ou até acima — dos 700 quilos.

O foco nesse público não é tratado de forma discreta dentro da montadora. Durante o desenvolvimento da Tukan, unidades pré-série foram cedidas a produtores rurais para testes em fazendas e avaliações de uso cotidiano. A estratégia busca aproximar a picape de um perfil de consumidor que hoje domina boa parte das vendas de utilitários no interior do país.

Fabricada em São José dos Pinhais, no Paraná, a Tukan integra o plano de 21 lançamentos da Volkswagen para a América Latina até 2028. A marca afirma que cerca de 76% dos componentes usados no modelo serão nacionais.

A picape também estreará um novo conjunto mecânico na linha da fabricante no Brasil. O modelo chegará equipado com o motor 1.5 eTSI Evo, associado a sistema híbrido leve de 48 volts. O conjunto deve entregar cerca de 150 cavalos de potência e será combinado ao câmbio DSG de dupla embreagem e sete marchas. O propulsor flex será inicialmente importado do México.

Versões de entrada devem usar o motor 1.0 turbo 200 TSI, enquanto configurações intermediárias devem manter o já conhecido 1.4 turbo 250 TSI, com câmbio automático de seis velocidades

A Volkswagen ainda não confirmou dimensões oficiais, preços ou cronograma detalhado de lançamento, mas a expectativa da indústria é de que a Tukan chegue ao mercado no início de 2027. A estratégia comercial prevê aproveitar o ambiente da Copa do Mundo, torneio do qual a montadora é patrocinadora da Seleção Brasileira.