Mais dois ônibus são queimados em SP; motivação dos ataques ainda é desconhecida

 

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A cidade de São Paulo dá sinais de que pode voltar a enfrentar uma onda de depredação contra os ônibus da rede municipal. Com ao menos três veículos incendiados nos últimos dias, as autoridades afirmam que ainda não há informações conclusivas sobre a motivação ou a autoria dos ataques, e que os casos seguem sob investigação. Até o momento, não houve registro de feridos, mas os episódios provocaram desvios de linhas e interrupções temporárias no serviço.

Além de um ônibus incendiado na noite de terça-feira (17), na Avenida Guarapiranga, outros dois incidentes foram registrados nesta quarta-feira (18), na Avenida Yervant Kissajikian, ambos na Zona Sul da capital paulista.

Uma pessoa foi detida suspeita de envolvimento em um dos casos. Segundo as autoridades, policiais militares localizaram, na noite de quarta-feira, um grupo de indivíduos próximo a um veículo incendiado. Com a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram.

“Um homem foi detido e é investigado. No carro, foram encontrados três isqueiros e um galão vazio”, informou a Secretaria de Segurança Pública, em nota. Conforme a polícia, a perícia foi acionada e o caso registrado como incêndio e atentado contra a segurança no 98º Distrito Policial (Jardim Miriam).

Os ataques ocorrem em meio a um conflito interno no Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, o Sindmotoristas, que enfrenta uma disputa pela presidência. Na última semana, manifestantes esvaziaram pneus e bloquearam a circulação de ônibus no Terminal Parque Dom Pedro II, na região central. Questionados, representante do grupo negou qualquer correlação entre os protestos e os incêndios.

Onda de ataques

Em meados de 2025, a capital paulista enfrentou uma sequência semelhante de ataques. Durante semanas, ônibus — especialmente na Zona Sul — foram depredados e apedrejados, o que chegou a provocar acidentes. À época, a investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais levantou hipóteses como disputas entre empresas, desafios disseminados na internet e ações do crime organizado. O caso, no entanto, permanece sem solução.

Procurado, o diretor do DEIC, Ronaldo Sayeg, afirmou que a apuração atual não está sob responsabilidade do departamento e que, até o momento, não há indícios de conexão entre os episódios recentes e os ataques registrados no ano passado.