Mais de cem mil vigilantes atuam de maneira ilegal atualmente no Rio de Janeiro.
Os dados são de um levantamento da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores, com base no Anuário da Segurança Privada, publicado pelo Jornal O Globo e confirmado pela CBN.
Atualmente, estima-se que 53.434 vigilantes estejam ativos e fiscalizados no Rio de Janeiro.
No entanto, o dobro estaria atuando de maneira ilegal no estado.
A questão de segurança privada, em especial, a clandestina, entrou evidência após o espancamento e morte do Cláudio Rafael Landeiro, que envolveu dois seguranças que atuavam em ruas de Copacabana de forma clandestina.
A atividade de segurança privada é regulamentada por um estatuto estabelecido em 2024 e aponta um série de exigências para o trabalho de vigilante, por exemplo: é preciso ser considerado apto em exames de saúde física, mental e psicológica, ter pelo menos 21 anos, não possuir antecedentes criminais registrados por crimes dolosos e não estar cumprindo pena, enquanto não obtiver reabilitação, estar contratado por uma empresa de segurança privada ou por empresa/condomínio que tenha serviço próprio de segurança e ter concluído curso específico de formação de vigilante.
O estatuto estabelece ainda que a Polícia Federal é o órgão responsável por fiscalizar a atividade.
Flávio Sandrini, presidente da Fenavist, destaca os riscos de se contratar seguranças não regulamentadas.
Ampliando os dados para o Brasil, a estimativa da Fenavist é que entre 600 mil e mais de 1 milhão de vigilantes atuem sem o controle da Polícia Federal, de maneira irregular ou clandestina.
Ou seja, destes, mais de 100 mil são aqui do Rio de Janeiro, um número expressivo, representando entre 10 a 16 porcento de todo o país.
Mais de 100 mil vigilantes atuam de forma ilegal no Rio de Janeiro, mostra levantamento
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