Mais bem condicionado, Flamengo recupera o protagonismo e retoma a polarização com o Palmeiras

 

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A vitória rubro-negra no Flu-Fla do Maracanã, somada ao 0 a 0 entre Palmeiras e Corinthians em Itaquera, desenhou um molde mais bem definido do que poderá ser a disputa do Brasileiro – ao menos até a interrupção para a disputa da Copa do Mundo. Por isso, é cedo para projeções. No entanto, pelo que se tem visto até aqui, os dois maiores protagonistas do país caminham para outra “polarização” na corrida pelo título. Líder e vice-líder, Palmeiras e Flamengo seguem descolados da realidade do Continente. Resta ver se São Paulo e Fluminense, derrotados nesta rodada, se habilitam para o papel de coadjuvante.

Ganso tenta levar o Fluminense ao ataque cercado por Pedro e Gonzalo Plata

Lucas Merçon - Fluminense

FLUMINENSE 1 x 2 FLAMENGO. A melhor atuação do Flamengo de Leonardo Jardim merecia um placar mais condizente com o futebol que o time jogou no primeiro-tempo. O golaço de Pedro logo aos 7 minutos, dois minutos depois de perder Lucho Acosta, desconcentrou o Fluminense de Zubeldia de tal forma que só no segundo tempo foi possível ver o confronto esperado. O time tricolor melhorou com Savarino e Castillo, o jogo se abriu e houve chances de gol para os dois lados. Ficou a sensação de que a melhora do condicionamento físico dos jogadores rubro-negros começa a fazer diferença. E também a impressão de que sem Lucho Acosta os tricolores perdem a lucidez. Mas, no computo geral, mostrou porque estão no G-4 do Brasileiro.

Arthur Cabral, autor do segundo gol do Botafogo, tenta vencer a marcação de Jacy, do Coritiba

Vitor Silva - Botafogo

BOTAFOGO 2 x 2 CORITIBA. Franclim Carvalho não erra quando ressalta a evolução do time, apesar de mais um empate no Nílton Santos. O elenco não oferece as opções que o jovem treinador conheceu em 2024, quando era auxiliar de Artur Jorge, e ele não transformará o Botafogo da noite para o dia. Precisará de tempo para aprimorar as virtudes e corrigir os defeitos. O Coritiba de Fernando Seabra é visitante indigesto e ainda assim a vitória alvinegra só não saiu por uma falha individual de Villalba.

Andrés Gomez fez o gol e foi o melhor jogador do Vasco no 1 a 1 com o Remo em Belém

Matheus Lima / Vasco

REMO 1 x 1 VASCO. O empate em Belém foi o quarto jogo sem vitória do time de Renato Gaúcho no pós data-Fifa. O Vasco somou três pontos nos últimos doze (aproveitamento de 25%), queda brusca e preocupante. Nos doze anteriores, o time havia somado dez pontos (83%). O razoável deste recorte fica por conta da invencibilidade como visitante nos quatro jogos da era Renato. Em resumo: o Vasco é competitivo, mas irregular. Sente a falta de um goleador, e de um líder que ajude o técnico na leitura do jogo.