'Maior sonegador do país', ex-procurador e desembargador afastado: veja quem são os alvos da operação da PF que mirou em Castro
A operação da Polícia Federal (PF) da manhã desta sexta-feira que mirou no ex-governador Cláudio Castro (PL) teve, ao todo, 17 alvos de busca e apreensão. São eles o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acontece no âmbito das investigações de irregularidades do grupo Refit, cujo dono, Ricardo Magro, se tornou alvo de um mandado de prisão preventiva.
Conhecido como "maior sonegador de impostos do Brasil", o empresário reside fora do Brasil e, em função disso, a PF pediu para que ele tivesse o nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Magro controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e também possui negócios nos Estados Unidos e em Portugal. O conglomerado vem sendo investigado pelas autoridades após a Operação Carbono Oculto, em agosto do ano passado, que revelou a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) nas fraudes no setor de combustíveis.
Magro também acumula histórico de apurações envolvendo corrupção e fundos de pensão. Ex-advogado do ex-deputado e presidente da Câmara Eduardo Cunha, ele chegou a ser preso em 2016 no âmbito de investigações sobre desvios envolvendo Petros e Postalis, mas acabou absolvido posteriormente.
Além dele, segundo informações do g1, o ex-procurador Renan Miguel Saad, exonerado há duas semanas do comando da Procuradoria-Geral do Estado pelo governador interino, Ricardo Couto, que também é presidente do Tribunal de Justiça. Agentes da PF também realizaram buscas no endereço do ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual, que reside no município de Jundiaí (SP).
Ainda de acordo com o g1, a ação também mirou no desembargador Guaraci Vianna, afastado do cargo no TJ pelo Conselho Nacional de Justiça no final do mês passado em função de decisões proferidas por ele em benefício da Refit. O órgão identificou indícios de que ele teria proferido decisões consideradas “flagrantemente irregulares" em um processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos.
