Maior campeão nacional, Chelsea oficializa Stamford Bridge como casa do time feminino na liga inglesa em 2026/2027

 

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O Chelsea deu um passo importante na valorização de seu time feminino e anunciou que o Stamford Bridge será oficialmente a casa da equipe nos jogos da WSL (Women's Super League) na temporada de 2026/27. Com capacidade quase dez vezes maior que a de Kingsmeadow, a mudança é significativa e promete impactar diretamente no público presente nos jogos, que já tem recorde estabelecido de 39.398 torcedores no local em 2024.

Os próximos compromissos das comandadas de Sonia Bompastor, ainda em 2026, já estão previstos para o estádio. No dia 10 de maio, o Chelsea recebe o Manchester City pela semifinal da FA Cup, enquanto no dia 16 recebe o Manchester United pela última rodada da WSL.

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A decisão foi tomada após uma consulta às jogadoras, comissão técnica e ao Fan Advisory Board (FAB), uma espécie de comitê formado por três torcedores selecionados para participar das deliberações do clube. A mudança segue os exemplos de Arsenal, Aston Villa e Leicester, que mandam seus jogos da WSL em seus estádios principais. Outros gigantes ingleses, como Manchester City, United, Liverpool e Tottenham levam apenas clássicos ou partidas da Champions League para os campos onde jogam o time masculino.

O recorde citado não é trabalho isolado. Depois de quase esgotar os ingressos no estádio, colocaram cerca de 34 mil em janeiro de 2025, contra o Arsenal. Nos últimos jogos desta temporada disputados em Stamford Bridge, o Chelsea levou 14 mil torcedores contra o City, 10 mil contra o London City Lionesses e 30 mil em duelo contra os Gunners. Aki Mandhar, CEO do Chelsea Feminino, comentou a mudança em tom de conquista.

— Reafirma nossa ambição e intenção de tornar o CFCW o principal clube esportivo feminino do mundo. Jogar as partidas da WSL em um estádio tão icônico garante que nossas jogadoras e torcedores tenham a arena que merecem, enquanto buscamos impulsionar o esporte para sua próxima fase de crescimento. No CFCW, nunca paramos de crescer e buscar o progresso para levar o esporte feminino a novos patamares. Somos gratos a todas as nossas jogadoras e ao FAB pelo apoio a essa mudança histórica.

Sonia Bompastor, técnica dos Blues, exaltou a história construída em Kingsmeadow, que recebeu o time por nove anos e viu ele se tornar o maior campeão nacional, com oito taças.

— Sempre teremos uma ligação especial com Kingsmeadow e com tudo o que nossos torcedores, funcionários e comunidade local ajudaram a construir para que pudéssemos estar aqui agora, firmando nosso futuro em Stamford Bridge. O elenco, e todos os jogadores que vestiram a camisa do Chelsea antes deles, trabalharam muito para isso, assim como todos os membros da comissão técnica que estão à beira do campo.