'Magnatas' de quatro patas? Emprego como babá de pet de famílias ricas pode render salário de até R$ 1,5 milhão por ano nos EUA; entenda
Os animais de estimação vivem uma fase de luxo nos Estados Unidos, onde uma nova categoria de cuidado premium para pets — a “dog nanny”, ou “governanta de cachorro” — vem ganhando espaço entre famílias de alta renda. A função, que vai além do trabalho tradicional de pet sitter, já aparece entre as vagas mais disputadas em agências de recrutamento doméstico.
Ficou para trás? Casaco com mais de R$ 180 mil no bolso está 'abandonado' há meses no Aeroporto de Dubai; entenda
David e Victoria Beckham: Ex-jogador e ex-Spice Girl entram para o clube dos bilionários britânicos; saiba qual é a fortuna do casal
A Household Staffing, agência americana especializada em colocação de funcionários para residências, disse ao The Times que os pedidos por babás de cachorro praticamente triplicaram no último ano. Segundo a empresa, as vagas para “dog nannies” estão hoje entre os anúncios que mais recebem respostas.
Embora o termo possa ser comparado ao de cuidadores de cães, a função costuma envolver uma rotina mais extensa. Enquanto pet sitters geralmente fazem visitas curtas, passeios e cuidados pontuais, as babás de cachorro podem trabalhar de 40 a 50 horas por semana. Em alguns casos, moram na casa dos tutores e permanecem no local durante as ausências dos donos.
Mulher acariciando cão
Reprodução: Freepik
Esses profissionais também administram rotinas altamente estruturadas para os animais. Alguns têm formação veterinária ou experiência profissional em cuidados com pets. Em famílias de elite, o processo de contratação pode se aproximar da seleção de babás para crianças.
Motor V8, câmbio manual e 'todo vermelho': Montadora italiana anuncia supercarro de R$ 17 milhões feito sob encomenda; imagens
A demanda está concentrada em regiões ricas dos Estados Unidos, como Manhattan, Brooklyn, os Hamptons, em Nova York, o sul da Flórida e partes da Califórnia. O serviço é associado a tutores de alta renda que tratam os animais como membros da família ou até como filhos substitutos.
Nos Hamptons, formou-se um ecossistema de luxo voltado aos pets. Há treinadores que preparam cães para circular em iates, helicópteros e jatos particulares. Funcionários domésticos e cuidadores também recebem treinamento em manejo animal. Privacidade e discrição são consideradas essenciais no processo de contratação, o que leva recrutadores a buscar candidatos por redes pessoais de confiança, e não apenas por agências públicas.
Os salários acompanham o padrão de exclusividade. Babás de cachorro em tempo integral podem ganhar cerca de US$ 40 a US$ 50 por hora — De R$ 200 a R$ 250 —. Já profissionais que moram na casa dos contratantes podem receber de US$ 500 a US$ 800 por dia — De R$ 2,5 mil a R$ 4 mil —. Em alguns casos, as vagas incluem benefícios trabalhistas semelhantes aos oferecidos por grandes empresas.
Especialistas afirmam que o crescimento do setor também está ligado a mudanças de comportamento após a pandemia. A posse de animais aumentou durante os confinamentos da Covid-19, e a convivência constante fez muitos tutores criarem vínculos emocionais ainda mais fortes com os pets. Por isso, canis tradicionais e serviços por aplicativo passaram a ser vistos como insuficientes por donos mais ricos.
O fenômeno aponta para a consolidação do cuidado de luxo com animais como um setor profissional próprio dentro do mercado de funcionários domésticos e da administração de residências de alto patrimônio.
