Máfia do cigarro no Rio: Adilsinho é alvo de operação por suspeita de ser mandante de morte
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho é alvo de uma operação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na manhã desta quinta-feira. Ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, que era envolvido com a máfia do cigarro no Rio. Outros três suspeitos também estavam na mira dos agentes.
Entenda: Guarda armada vai começar patrulhamento nas ruas em março sem cooperação com a Polícia Militar
Revolta na Alerj: Deputados pedem punição e proteção após estupro coletivo de menina de 13 anos em São João de Meriti
Contra José Ricardo Gomes Simões, que está preso, foi cumprido um mandado de prisão. O policial militar Daniel Figueiredo Maia, ao saber que estava sendo procurado, se entregou à Polícia Civil. Já Alex de Oliveira Matos, o Faraó, segue sendo procurado e já é considerado foragido, assim como Adilsinho.
Da esquerda para a direita: Alex Matos, o Faraó; o policial militar Daniel Maia; e José Ricardo
Reprodução
Fabrício Alves foi morto em ocorrido em 2 de novembro de 2022. Ele estava num posto de gasolina em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, quando foi surpreendido por homens encapuzados, portando armas longas, que atiraram em sua direção.
O corpo de Fabrício foi enterrado em 4 de novembro. No mesmo dia seu sócio, Fábio de Alamar, foi morto quando saía do Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte da capital. Os dois homens assassinados eram donos de uma fábrica de gelo e havia suspeitas, por parte do grupo que os executaram, de que eles também comercializavam cigarros paraguaios.
De acordo com a Polícia Civil, pela morte de Fábio foram denunciados e estão com a prisão decretada Adilsinho e José Ricardo — alvos da operação desta quinta — e Átila Deive Oliveira da Silva, o Sassá.
Cassino on-line e venda de cigarros ilegais
Adilsinho é apontado pela polícia como sendo ligado a um grupo que opera um cassino on-line clandestino que movimentou R$ 130 milhões em três anos. Considerado foragido, o contraventor controla a fabricação e a venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e, hoje, já expande seus negócios ilegais para outros estados.
Veja também: Polícia Civil prende cinco integrantes do CV na Baixada Fluminense e mira esquema financeiro da facção
Adilsinho nasceu em maio de 1970 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, numa família de bicheiros que agia naquela região. O pai era sócio da banca "Paratodos" e logo enriqueceu com a jogatina. Todos se mudaram para o Leblon, bairro abastado na Zona Sul da capital, onde o contraventor passou a infância e a juventude. E ainda novo começou a se envolver nos negócios ilegais que viria a herdar.
Foi na contravenção — baseada no monopólio e na corrupção policial — que Adilsinho buscou inspiração para começar a construir seu império, que conta com pelos menos 34 PMs em sua escolta. A Polícia Federal aponta que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir o dinheiro do jogo ilegal na produção e comercialização de cigarros clandestinos, vendidos abaixo do preço mínimo fixado por decreto.
Initial plugin text
Initial plugin text
