Mãe acusada de matar bebê após disputa de guarda pede liberdade nos EUA
Uma mulher do Wyoming acusada de matar o próprio filho de 11 meses durante uma disputa judicial pela guarda teve o pedido de libertação negado pela Justiça do Novo México. Madeline Daly, de 35 anos, responde por homicídio em primeiro grau pela morte de Basil Stoner, ocorrida dois dias antes do Natal, após um mês de embates legais com o pai biológico da criança.
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Segundo as autoridades, Daly teria desrespeitado uma ordem judicial que concedia a guarda ao pai, Jake Stoner, e fugido com o bebê em novembro. A polícia passou a procurá-la para cumprir um mandado de prisão por sequestro qualificado, até localizá-la em um trailer no condado de Grant, no Novo México.
Ação policial terminou em tragédia
De acordo com o relato oficial, os agentes tentaram contato com Daly, que se recusou a sair do veículo onde estava com o filho. Após informações de que ela poderia estar armada, uma equipe da SWAT foi acionada. Antes que a polícia pudesse intervir, disparos foram ouvidos. Dentro do trailer, os agentes encontraram a mulher ferida e o bebê baleado. Apesar das tentativas de socorro, a criança morreu no local.
Daly foi presa e levada ao Centro de Detenção do Condado de Grant, onde permanece sem direito a fiança. Em audiência, o advogado da acusada pediu sua libertação, argumento rejeitado pelo promotor distrital Mark Abramson, que classificou o caso como de “circunstâncias ultrajantes”, segundo o site Cowboy State Daily.
O promotor afirmou que há risco concreto de fuga e destacou o caráter “extremamente pessoal” do crime, além da robustez das provas reunidas. O juiz também negou o pedido, citando preocupações com a segurança da própria acusada e de terceiros, e mencionou uma declaração atribuída a Daly — interpretada como indicativo de intenção de impedir o contato do pai com a criança — para justificar a manutenção da prisão.
