Madonna no Coachella? Sim, a cantora já havia deixado marcas em show de 20 anos atrás; relembre

 

Fonte:


Uma das performances mais comentadas da edição 2026 do festival Coachella foi a aparição surpresa de Madonna, 67 anos e muitos serviços prestados ao pop, no show da jovem estrela Sabrina Carpenter, de 26 anos e um brilhante futuro pela frente, na sexta-feira.

Juntas, as louras cantaram “Vogue” e “Like a prayer”, sucessos de Madonna, e “Bring your love”, novíssimo dueto da diva com Carpenter, que estará em seu novo álbum, “Confessions II”, com lançamento marcado para 3 de julho.

Álbum coroa nova fase de Anitta: ‘Mudo inteira. Não mudo só a minha cara fazendo plástica’

Ebony faz crítica social, canta o sexo e questiona estruturas: 'Se MPB é música popular brasileira, por que o funk não seria?'

Não foi uma coincidência que a cantora tenha escolhido o Coachella para fazer uma prévia desse disco, uma assumida sequência de seu bem-sucedido álbum de 2005, “Confessions on a dancefloor”. Madonna bem fez questão de observar, na noite com Carpenter:

“Então, há 20 anos, eu me apresentei no Coachella. Eu estava na tenda de música eletrônica, e foi a primeira vez que cantei as músicas do ‘Confessions on a Dance Floor parte um’ na América. Foi uma emoção incrível, e é uma emoção estar de volta. É um momento de fechamento de ciclo, muito significativo para mim”, disse a cantora, cuja última apresentação no Coachella tinha sido em 2015, em show do rapper Drake.

Estreia de Madonna no Coachella, o show de 30 de abril de 2006 marcou uma virada para a artista, que então já contava com mais de 20 anos de suas primeiras passagens pelo megaestrelato pop. Num fim de tarde no deserto, diante de uma das maiores multidões já registradas até então no evento, ela cantou “Hung Up”, “Get together”, “I love New York” e “Let It will be” (faixas de “Confessions”), além dos hits “Ray of light” e “Everybody”.

Era um aquecimento estratégico para a “Confessions Tour”, que começaria oficialmente em 21 de maio de 2006, em Los Angeles. No Coachella, Madonna dava uma ideia do grande baile meio retrô, com disco e house music, uma celebração da vida nas pistas de dança que acabaria por reenergizar a sua carreira e mostrar que, aos 47 anos de idade, ela ainda tinha muito que reinar.

Há que se lembrar que a edição de 2006 do festival contou com a presença de um gigante da então nova música dançante, a dupla francesa Daft Punk. O que não intimidou Madonna, bem escorada em sua própria luminosidade e na identidade sonora proporcionada pelo produtor Stuart Price — que, por sinal, volta agora em “Confessions II”, prometendo acrescentar muita house e disco na receita sonora.

Entre as músicas já confirmadas para o novo disco, estão “I feel so free” (que incorpora referências de “Into the groove” e do clássico “French kiss”), além de “Forgive Yourself”, “Fragile” e “One Step Away”. Algumas dessas faixas apontam para um viés mais pessoal, especialmente ao abordar relações familiares e perdas recentes, como a do irmão Christopher Ciccone em 2024.

A identidade visual de “Confessions II” foi assinada pelo fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti. A estética aposta em tons de rosa, roxo e lilás, resgatando códigos visuais da era original. Recentemente, Madonna definiu o novo trabalho como um “manifesto espiritual”, reforçando a ideia da pista de dança como espaço de cura e conexão — uma ideia que ela antecipou ao vivo em 2006, no Coachella.