Maconha de uso medicinal recebe nova classificação nos EUA e tem acesso facilitado; entenda

 

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O governo de Donald Trump reclassificou nesta quinta-feira (23) a maconha para uma categoria menos restritiva, o que facilita seu uso para fins médicos nos Estados Unidos, anunciou o procurador-geral dos Estados Unidos.

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A maconha foi reclassificada como uma droga com potencial moderado ou baixo de dependência física e psicológica, o que "amplia o acesso dos pacientes a tratamentos e dá aos médicos mais ferramentas para tomar decisões de saúde melhor fundamentadas", afirmou o procurador-geral interino, Todd Blanche, na rede social X.

A medida do governo federal segue as legislações locais: em 24 dos 50 estados americanos a maconha e seus derivados são legais para qualquer tipo de consumo e em 40 são liberadas para uso medicinal.

Antes da modificação, a maconha compartilhava a mesma classificação que a heroína e a metanfetamina na chamada Lista I, uma categoria reservada para drogas "sem uso médico aceito e com alto potencial de abuso", segundo a Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA). Agora ela foi rebaixada para o terceiro nível dos cinco da lista do governo dos EUA.

O Departamento de Justiça afirmou que a medida foi adotada para responder a uma ordem executiva assinada em dezembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem como objetivo ampliar a pesquisa sobre os usos medicinais da maconha.

O governo começará a organizar audiências em junho para avaliar "mudanças mais amplas na classificação da maconha na legislação federal".

A medida não legaliza o consumo de maconha nos estados em que ela continua proibida, nem aprova seu uso como droga recreativa.

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Trump disse em dezembro que a mudança facilitará o acesso à droga para "usos médicos legítimos", como em casos de câncer e dores crônicas.

— Há pessoas que imploram para que eu faça isso. Pessoas que sofrem dores terríveis — afirmou.

A medida do governo tem como objetivo reduzir as barreiras à pesquisa, já que o processo de autorização de estudos clínicos com substâncias da Lista I enfrenta muitos entraves.

— As medidas permitirão uma pesquisa mais específica e rigorosa sobre a segurança e a eficácia da maconha — declarou o procurador Blanche.

Também representará um impulso para as empresas que produzem e vendem cannabis legalmente.