Durante um evento político na quarta-feira (9) no Piauí, o presidente Lula (PT) chamou o senador Ciro Nogueira, sem citá-lo nominalmente, de "vira-lata". Flávio Bolsonaro diz que operação contra Mário Frias é tentativa de interferência nas eleições Em meio à crise no STF, Fachin cancela sessão plenária pelo segundo dia seguido No ato político, Lula declarou apoio aos candidatos ao Senado da base governista, como Marcelo Marcelo Castro, do MDB, e Júlio César, do PSD. O presidente ainda disse que não tem outro candidato ao Senado porque "não quer vira-lata" em seu grupo político.
Lula não citou Ciro Nogueira nominalmente.
Havia expectativa, de acordo com fontes da campanha do presidente à reeleição, de que Lula não deveria mencionar o senador, que é presidente nacional da Federação União Progressista. A federação declarou neutralidade na corrida presidencial e barrou a possibilidade da senadora Tereza Cristina ser vice do candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
"E quero que vocês saibam, eu não tenho outro candidato ao Senado. O meu senador é o Júlio César e o Marcelo Castro. Para que a gente dê a mão de uma vez por todas, a gente não aceita vira-lata do nosso lado", disse. Durante o seu discurso, Lula também criticou qualquer intromissão externa nas eleições deste ano no Brasil, se referindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele também fez um aceno às mulheres, dizendo que, no país, homem que bater em mulher vai ser preso. O governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), disse que as mulheres vão ter um papel decisivo nas eleições desse ano. A primeira-dama, Janja da Silva, também atacou a família Bolsonaro. Ela disse que a família não tem projeto para o país e que o verdadeiro "ungido de Deus" é Lula. Janja ainda incentivou os eleitores a baterem de porta em porta, a conversar com os vizinhos e colegas para "entrar em campo" definitivamente e levantar a "taça do Tetra".
CBN