O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira a medida provisória (MP) que amplia os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fiscalizar e punir o não cumprimento da tabela do frete de transporte rodoviário de carga.
Governo prepara norma: Empresa que descumprir tabela de frete será impedida de contratar transporte de carga, diz ministro Medida: Governo tenta garantir frete mínimo para amenizar impacto da alta do diesel para caminhoneiros O texto foi aprovado pelo Senado no mês passado em meio a um temor entre os caminhoneiros, principais beneficiados pela medida, de a MP perder validade.
Sistema tem mais de 150 anos: por que as letras do teclado aparecem na ordem em que estão e não na alfabética? A MP foi uma das medidas tomadas pelo governo para amenizar impacto da alta dos combustíveis sobre os caminhoneiros.
Do que se trata a MP? O governo editou a MP depois da disparada do preço do diesel, na esteira da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, e de queixas da categoria.
Caminhões na Avenida Brasil, no Rio Domingos Peixoto / Agência O Globo O texto editado no início do ano ajudou a distensionar a relação da gestão Lula com os caminhoneiros. A tabela traz valores mínimos que os contratantes do frete devem seguir e é uma das principais reivindicações de caminhoneiros.
A MP traz a metodologia que deve ser usada pela agência para calcular o frete mínimo a ser pago a caminhoneiros, que deverá observar: distância percorrida; tipo de veículo e quantidade de eixos; unidade da carga transportada; natureza da carga transportada; custos fixos e variáveis relacionados à operação de transporte; preço dos combustíveis e outros insumos, dentre outros parâmetros.
Outros itens O texto ainda determina a ampliação das ações do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), como renovação de frota, implantação de pontos de parada, qualificação profissional e segurança viária, além da priorização de transportadores de carga no acesso a financiamentos do mesmo programa.
O Globo