Lula quer decidir palanques nos três maiores colégios eleitorais em fevereiro

 

Fonte:


Depois de focar na relações internacionais e discutir as trocas de ministros que vão sair para se candidatar, o foco de Lula agora é definir os palanques nos estados - para dar base à campanha de reeleição. E a prioridade é definir os futuros candidatos nos três maiores colégios eleitorais do país que seguem "capengas".

O cenário mais difícil é o de Minas Gerais. Isso porque, no mundo ideal, o candidato de Lula é Rodrigo Pacheco (PSD), que segue reticente à possibilidade. Aliados do mineiro, no entanto, dizem que ele está mais "aberto" à possibilidade, mas precisa de garantias: a principal delas é ter um partido. O PSD é o mesmo de Matheus Simões, que sairá candidato pelo campo da direita. O MDB é uma opção, mas pra entrar numa candidatura complexa, Pacheco quer mais: na mesa, o controle do diretório regional do partido. O problema é que a solução dos problemas depende de vários atores políticos. Por isso, o PT já trabalha com um plano B. O nome que surgiu nos últimos dias é o do presidnere da Assembleia Legislativa de MG, Tadeu Leite (MDB).

O PT trabalha com plano B também em São Paulo, diante da resistência de Fernando Haddad em sair candidato ao governo do estado. O partido ainda aposta que o atual ministro não vai recusar um pedido pessoal de Lula, mas interlocutores do ministro dizem que ele não está tão disposto e que, se for pra sair, preferiria que fosse ao Senado e não ao governo estadual - disputa que já é vista como "derrotada" antes mesmo do início.

Márcio França, do PSB, já se colocou à disposição, mas está longe de ser unanimidade no governo Lula. Simone Tebet, do MDB, também apareceu como opção, mas também preferiria sair pelo Senado. Uma ala do PT ainda defende o nome de Geraldo Alckmin, como última cartada, mas ele já deixou claro a aliados que quer continuar onde está. Outra ala do partido entende que é melhor "não mexer no que está dando certo".

No Rio de Janeiro, o cenário é mais favorável. Eduardo Paes, atual prefeito e pré candidato ao governo estadual, é palanque garantido a Lula. Mesmo assim, uma ala do governo ainda teme que o apoio não seja tão enfático como precisa.

Tropa de choque no Senado

Enquanto isso, o presidente Lula também está de olho no Senado. A ordem é garantir ao menos 30 das 54 cadeiras em disputa, neste ano. A casa alta é sensível porque é a que sabatina autoridades indicadas pelo presidente da república. A avaliação no Planalto é que não adianta garantir a reeleição de Lula, com palanques regionais, mas dar maioria no Senado para o campo da direita. Até porque, se reeleito, Lula indicará ao menos mais dois ministros do STF.

Por isso, Lula já escalou seus principais aliados para o Senado: Gleisi Hoffman, pelo Paraná, Rui Costa e Jacques Wagner, na Bahia e Simone Tebet e Marina Silva, por São Paulo, caso Fernando Haddad tente o governo ou não saio candidato.