Lula promete governo mais digital, com universalização do ensino integral e proteção ao idoso

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu fazer um quarto mandato mais digital, com universalização do ensino integral e um melhor cuidado ao idoso neste domingo (25). Lula discursou em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, após a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em fala de cerca de dez minutos, ele apontou para o novo mandato. "[Haverá] muito investimento da economia digital, na economia verde e na economia criativa", disse.

"Não quero ficar dependendo de IA [inteligência artificial] chinesa e americana, quero criar uma brasileira. Nós vamos exercitar o potencial criativo desse povo para deixar de ser um país periférico, queremos ser um país central nas decisões políticas e econômicas", completou.

O presidente também fez promessas ligadas à educação. "Iremos universalizar escola de tempo integral.

Vamos universalizar o Pé de Meia para o ensino médio e criar o Pé de Meia universitário", disse, em referência ao programa de apoio financeiro a estudantes, uma das marcas do terceiro mandato. Em cutucada a Flávio, ele disse que um dos motivos da sua vitória foi que "essa gente não ganhasse para privatizar o nosso SUS [Sistema Único de Saúde]", embora o adversário nunca tenha feito essa promessa.

"Vamos continuar fazendo a revolução no SUS", disse. "Logo o Brasil será o país com o maior percentual de tratamento de câncer do mundo."

Falou ainda de cuidados aos idosos e às mulheres. "Vou ter muito cuidado com os nossos velhinhos e as mulheres serão tratadas com muito mais respeito", pontuou.

Reforçou, ainda a liberdade religiosa no país, após uma eleição em que isso foi tema. "Eu tenho respeito pela fé do povo brasileiro, que exerçam a sua fé e religião do jeito que quiser", afirmou.

Governabilidade Reeleito em cenário disputado e com um Congresso ainda mais conservador, Lula pediu respeito e disse que garantirá governabilidade para trabalhar junto ao Parlamento.

O petista discursou em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, após a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). "Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito", disse Lula, ao citar a desvantagem do futuro governo no Congresso.

"Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar e trabalhar." "Tenho dois meses pela frente para discutir o governo.

Quero me reunir com os empresários, os educadores, os cientistas e com os corintianos também", afirmou. "Vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez neste país", prometeu.

Ele destacou sua quarta vitória eleitoral. "Não fui eu e o [vice-presidente Geraldo] Alckmin que ganhamos nessas eleições.

Foram a honradez, o nacionalismo, a democracia e o futuro [que venceram as eleições]", disse. "Sou o único presidente da República metalúrgico, sem diploma universitário, eleito quatro vezes.

Temos o [Franklin D.] Roosevelt [nos EUA] que foi eleito quatro vezes, mas não conseguiu terminar o seu último mandato." Lula relembrou ainda que completará 81 anos em dois dias, mas reforçou que está com saúde.

"Vou terminar esse mandato inteiraço, correndo mais do que qualquer um de vocês", prometeu.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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