O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou pela primeira vez após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e se reeleger para governar o país pela quarta vez. Com mais de 64 milhões de votos, o petista bateu o próprio recorde e conquistou uma virada histórica contra o adversário, que terminou o primeiro turno à frente.
Em discurso a aliados e jornalistas, em São Paulo (SP), o chefe do Planalto afirmou que vai governar para todos os brasileiros, pregou respeito à Constituição e disse que pretende trabalhar com o Congresso Nacional para aprovar projetos. “Não vou falar a palavra unidade nacional, porque essa palavra nem sempre cabe nesse país, mas eu quero que vocês saibam: se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado.
Esse país tem uma Constituição”, ressaltou o petista. Lula destacou que “ninguém é obrigado a gostar do presidente”, mas que foi eleito para governar para todos.
Sobre a relação com o Congresso, ele rebateu análises de que vai ter dificuldade em governar com a nova composição das Casas, na qual grande parcela é de oposição. “Já tem gente falando ‘o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está mais conservador’.
Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu, e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, prometeu. Desde a adoção do sistema de dois turnos, na Constituição de 1988, nunca um candidato que terminou o primeiro turno em desvantagem havia conseguido reverter o resultado em uma eleição presidencial.
Lula chefiará o Executivo federal pela quarta vez, em outro feito inédito na história do Brasil. Ele esteve à frente do governo de 2003 a 2006, no primeiro mandato, e de 2007 a 2010, no segundo.
Em 2022, retornou à Presidência para um terceiro mandato, iniciado em 2023 e que termina no início de 2027. Agora, permanecerá no cargo até os primeiros dias de 2031.
O petista repetirá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB) no posto de vice-presidente.
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