Lula pede 'combate a facções' e diálogo pela PEC da Segurança a novo ministro da Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a focar sua gestão no combate a facções criminosas. Em reunião que sagrou o Advogado-Geral da Petrobras como novo ministro da Justiça, Lula pediu ainda que o novo auxiliar lidere a negociação da PEC da Segurança junto ao Congresso Nacional. Wellington César Lima e Silva foi anunciado como titular da pasta nesta terça-feira após encontro com Lula no Palácio do Planalto.
Na conversa, Lula afirmou ainda que o Ministério da Justiça só será desmembrado, com a criação do Ministério da Segurança, após aprovação da PEC e quando a pasta tiver orçamento garantido.
O presidente frisou ao novo ministro que de nada adianta criar o ministério sem competência, estrutura própria e recursos. Neste cenário, Wellington já assume o Ministério da Justiça sabendo que sua pasta poderá ser dividida ainda este ano, na hipótese desse cenário se confirmar.
Aprovar a PEC da Segurança será uma das missões mais árduas de Wellington. O texto dá mais poder ao governo federal na gestão da segurança pública, mas sofreu mudanças relevantes nas mãos do relator, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE).
Aliados do novo ministro afirmam que Wellington tem perfil cordial e diplomático e terá habilidade para negociar com Congresso.
Nesta quarta-feira, Wellington iniciou a transição no Ministério da Justiça com uma reunião com o secretário-executivo da pasta da gestão de Ricardo Lewandowski, Manoel Carlos de Almeida Neto.
Na conversa, o novo ministro recebeu uma série de relatórios com o diagnóstico de cada uma das secretarias do ministério: Justiça (Senajus), Consumidor (Senacon), Políticas sobre Drogas (Senad), Segurança Pública (Senasp), Políticas Penais (Senappen), Assuntos Legislativos (SAL), Acesso à Justiça (Saju), e Direitos Digitais (Sedigi).
Wellington também recebeu um compilado de informações importantes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional e ficou ciente da situação dos quatro fundos da pasta: Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), o Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) e o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).
A previsão é de que Wellington tome posse no cargo até sexta-feira ou no começo da próxima semana. O ministro tem feito a transição acompanhado de apenas um assessor e ainda não tem nomes confirmados na equipe. Os atuais secretários do Ministério da Justiça também não foram chamados para conversar pelo novo ministro. Aliados de Wellington afirmam que ele deve se concentrar na transição até a data da posse e que não deve fazer trocas na equipe até lá.
Indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem dado apoio e conselhos a Wellington neste início de gestão. Os dois são próximos e Messias foi um dos nomes que defendeu a ida de Wellington ao Ministério da Justiça.
