Lula fala com Pedro Sánchez sobre acordo Mercosul–UE e crise na Venezuela

 

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O presidente Lula recebeu, na manhã desta sexta-feira (9), uma ligação do presidente da Espanha, Pedro Sánchez. Na conversa, os dois celebraram a aprovação do acordo Mercosul–União Europeia pelo Conselho Europeu.

Lula agradeceu o empenho espanhol e afirmou que o acordo pode trazer benefícios concretos aos cidadãos dos dois blocos, além de reforçar o multilateralismo e regras comerciais estáveis.

Os líderes também trataram da situação na Venezuela. Lula e Sánchez falaram da importância da declaração conjunta com Chile, Colômbia, México e Uruguai, que rejeita a divisão do mundo em zonas de influência e o uso da força sem respaldo da ONU.

Os dois saudaram ainda o anúncio da libertação de presos venezuelanos e estrangeiros, incluindo quatro espanhóis, segundo comunicado em Caracas pela Assembleia Nacional.

Durante a ligação, Lula confirmou o envio, ainda nesta sexta, de 40 toneladas de insumos e medicamentos para hemodiálise destinados à Venezuela, para recompor estoques de um centro de distribuição atingido pelos bombardeios norte-americanos no último dia 3. Os dois presidentes também concordaram em organizar, nos próximos meses, na Espanha, uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos”.

Outras conversas

Nesta quinta-feira (08), o presidente conversou com o colombiano Gustavo Petro, além do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e da presidente do México, Claudia Sheinbaum. Em todas as conversas, Lula condenou o uso da força, defendeu o multilateralismo, o diálogo e soluções pacíficas para a Venezuela, além de reafirmar o envio de ajuda humanitária e a cooperação regional em favor da paz e da estabilidade.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, o governo brasileiro saudou a decisão do Conselho da União Europeia de aprovar a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia. Segundo o Itamaraty, a cerimônia de assinatura ocorrerá em data e local a serem definidos em comum acordo entre os países dos dois blocos, marcando a conclusão de um processo iniciado há mais de 26 anos e que reunirá economias que somam cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões.