Lula evita citar derrotas no Congresso em sua primeira fala pública após rejeição de Messias e derrubada de veto

 

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O presidente Lula evitou citar as derrotas recentes do governo no Congresso durante o discurso no lançamento da nova etapa do programa Move Brasil. Em sua primeira fala pública após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado e a derrubada do veto presidencial sobre as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, Lula concentrou o discurso na agenda econômica e na ampliação do crédito para renovação de caminhões e ônibus. O presidente defendeu o papel do governo na solução de problemas sociais e econômicos e afirmou que a prioridade é ampliar investimentos e garantir segurança aos trabalhadores do transporte.

O governo anunciou nesta quinta, o Move Brasil 2, com 21 bilhões em financiamentos para renovação de frotas de caminhões, ônibus e implementos rodoviários. A nova etapa amplia prazos de pagamento para até 10 anos, aumenta a carência para até 12 meses e reduz os juros para uma faixa entre 11,3% e 12,4% ao ano. Parte dos recursos será reservada a caminhoneiros autônomos e ao setor de ônibus, numa tentativa do governo de ampliar o acesso ao crédito e melhorar a adesão de pequenos transportadores.

Durante o evento, Lula afirmou que a principal preocupação do programa foi atender os autônomos, que tiveram baixa participação na primeira etapa do financiamento. Segundo ele, o governo decidiu ampliar prazos e reduzir juros para facilitar a contratação. O presidente também disse que, se houver demanda, o governo poderá ampliar novamente os recursos do programa. Lula ainda defendeu o fortalecimento da indústria nacional, o avanço dos biocombustíveis e afirmou que o Brasil pode se tornar uma potência global na produção de energia limpa. E fez acenos ao agro.

"Se a gente quiser, de verdade, fazer esse país se transformar num país exportador de manufaturado, nós temos condições de fazer, sem desprezar o agronegócio, porque o agronegócio é um sucesso tão extraordinário no Brasil, que até aqueles que não concordam com ele aprenderam que é bom conviver com eles."

O presidente também declarou que políticas de incentivo a setores econômicos precisam incluir trabalhadores nas mesas de negociação.