O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja, no próximo domingo (20), para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, nos Estados Unidos. Antes de discursar no encontro, há expectativa de que Lula se reúna com o prefeito da cidade, o democrata Zohran Mamdani, e alguns chefes de Estados. Entretanto não há previsão de que o presidente brasileiro se reúna com o mandatário norte-americano, Donald Trump. Também não há intenção de que o governo brasileiro trate sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Lula chega em Nova York ainda na noite do domingo. Na segunda-feira (21), o dia será de reuniões bilaterais com chefes de Estados.
A expectativa é que Lula e Trump se encontrem apenas durante a 1ª sessão da Assembleia Geral, na manhã da terça-feira (22). O chefe do Executivo brasileiro será o primeiro a discursar e, em seguida, o chefe do Executivo norte-americano.
Na terça, Lula também deverá ter um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Discurso na Assembleia Geral Segundo o embaixador Carlos Márcio Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos, o presidente pode mudar o discurso até o último momento. Mas a expectativa é que a fala contenha “uma defesa forte do multilateralismo como a linha básica da política externa brasileira neste momento em que os conflitos se multiplicam a nível internacional".
Há expectativa também de um discurso voltado às negociações para a paz entre as nações. “Defender, como ele [Lula] tem defendido, negociações de paz nas diversas esferas, defesa do direito internacional humanitário e, sem dúvida, da não interferência em ações internas de outros países”, enfatizou.
O embaixador Cozendey rechaçou a possibilidade de o discurso abarcar um “balanço” do terceiro mandato de Lula e afirmou que a fala deverá "mencionar as iniciativas que o Brasil tomou e participou, como ações contra a pobreza, emitindo as visões do Brasil sobre o mundo”.
O discurso poderá mencionar, ainda, a decisão dos Estados Unidos de considerar as facções no Brasil como terroristas, no sentido de mostrar que o governo brasileiro "tem feito o esforço de cooperação internacional”.
“Nesses últimos anos foram assinados acordos bilaterais para ampliar a cooperação nessa área. Operações foram feitas em conjunto com vizinhos e com o próprio Estados Unidos. Temos uma cooperação de troca de informações para permitir a responsabilização dessas entidades criminosas de maneira bastante constante. Imagino que ele vai abordar esse assunto pelo aspecto do que o Brasil está fazendo”, disse Cozendey.
Acompanham o presidente o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros de Oliveira; e a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck.
O presidente brasileiro retorna ao Brasil na terça. O ministro Mauro Vieira ficará em Nova York durante a semana para encontros com representantes de outros países e reuniões nos dias 23 e 24.
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