Lula diz a empresários que fim da escala 6x1 não será imposto 'na marra' e que respeitará 'realidade das categorias'

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (19) de um evento com empresários da construção civil, em São Paulo. Na ocasião, Lula fez um apelo ao setor para que não "fiquem assustados" com a proposta do governo que reduz a escala 6x1, tema que tem enfrentado forte resistência no empresariado.

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Ele voltou a dizer que os trabalhadores precisam de mais tempo para atividades além do trabalho e afirmou aos representantes da construção que a PEC que prevê o fim da escala vai observar a realidade de cada categoria profissional, resultando em benefícios para toda a sociedade.

"A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra. A gente vai respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para a gente fazer as coisas que resultem no benefício que nós queremos e trazer mais benefícios para a sociedade e para o setor", disse.

Ainda sobre este tema, Lula abriu portas para que o setor apresente suas reivindicações diretamente ao governo federal, evitando a judicialização do assunto. Segundo o petista, a partir do momento que o Supremo Tribunal Federal, por exemplo, decidir algo, a definição não poderá ser modificada.

PEC está sob análise de comissão especial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou no último domingo (17) que a aprovação do fim da escala de trabalho 6x1 será uma das prioridades da Casa ainda no mês de maio.

A proposta está em análise em uma comissão especial criada para discutir o tema e elaborar o texto final da PEC. A expectativa é que o relator, o deputado Léo Prates, do Republicanos da Bahia, apresente uma primeira versão do parecer já na quarta-feira (20). Depois da votação na comissão, o texto ainda precisará passar pelo plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para análise do Senado.

No mesmo evento desta terça, Lula também disse aos empresários que a categoria precisa dele, enquanto ele precisa da categoria. Nas palavras do petista, enquanto ele "precisa da construção civil para gerar empregos e criar obras de infraestrutura, o segmento é quem precisa da presidência para receber financiamentos".