Na noite deste sábado (24), um grupo de apoiadores fez uma serenata em frente à casa do presidente Lula, no Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Lula apareceu na janela e fez seu provável último discurso de campanha.
Munido de um megafone, o presidente orientou o público a votar cedo neste domingo (25) e pediu que convençam mais gente a votar. Quaest: Lula chega a 58% entre mais pobres, enquanto Flávio Bolsonaro marca 57% junto aos mais ricos
Aprovação do governo, medo dos Bolsonaro, rejeição: Os sinais da Quaest que mantêm a esperança de virada entre lulistas — Gente, boa noite.
Preparem seus votos para amanhã. Eu vou votar às 9h da manhã.
Peço que vocês votem cedo e tentem convencer a alguém que não foi votar (no primeiro turno) a votar — disse o presidente, que mencionou ainda o ato de encerramento de sua campanha, na Avenida Paulista, na tarde deste sábado. — Ninguém nunca viu a Avenida Paulista como ela estava hoje.
Foi o maior ato da história da Avenida Paulista. Lula fala com apoiadores da janela de sua casa, em SP
Lula foi mais de uma vez interrompido pelo público, que cantava jingles de campanha e gritava "Lula, guerreiro do povo brasileiro". — Eu fui candidato a presidente indicado por um partido, mas hoje a minha vitória é do povo brasileiro, porque vocês são mais que partidos políticos.
Vocês são homens e mulheres preocupados com o futuro deste país. Portanto, muito obrigado.
Os apoiadores ainda cantaram "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, um dos hinos da resistência à ditadura militar. O presidente Lula encerra a campanha eleitoral na Avenida Paulista
Maria Isabel Oliveira Na Paulista
Lula reuniu uma multidão na Paulista, e antes de subir no carro aberto no qual percorreria a pista, discursou brevemente afirmando que a sociedade brasileira quer "mudança estrutural" e que seu adversário representa o "retrocesso". — A sociedade brasileira quer mudança, mas ela quer mudança estrutural, que faça o país continuar caminhando para frente.
A sociedade brasileira não quer retrocesso. — afirmou.
Com uma camisa jeans azul e um boné vermelho escrito "Mais um Silva", o petista foi chamado de "guerreiro do povo brasileiro". O candidato à reeleição estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ex-ministro Fernando Haddad (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos (PSOL) e as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet (PSB).
O candidato à reeleição disse ainda que esta foi sua campanha eleitoral "mais emocionante" desde 1989, sua estreia na corrida presidencial. Lula fez elogios à mobilização na véspera da votação e afirmou estar "convencido" de que vai vencer as eleições amanhã.
Lula voltou a chamar Flávio de "miliciano", como fez no debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, e na manhã deste sábado, em Copacabana. Ele voltou a lembrar a atuação do senador como advogado na defesa de um policial militar acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos, com um tiro de fuzil.
O Globo