De acordo com fontes do PT à CBN, diante do desgaste da crise do Supremo na campanha de Lula, os aliados do presidente tentam usar o ato político marcado para a noite desta quarta-feira (9) no Piauí para tentar mostrar a força dele no Nordeste. A meta é transformar o ato no maior até agora, com a expectativa de reunir 50 mil pessoas. Flávio Dino determina reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF Lula cobra transparência e quebra de sigilo nas investigações do caso Master: 'doa a quem doer' Para isso, o governador petista, Rafael Fonteles, candidato à reeleição, está mobilizando toda a base no estado para atingir a meta.
Uma outra questão que intriga aliados no estado é o fato de Lula não ter gravado propaganda para TV com nenhum dos dois candidatos ao senado da chapa governista. Ao senador Marcelo Castro (MDB) e ao deputado Júlio César (PSD), a coordenação da campanha alega problemas na agenda.
No entanto, o que impede Lula é o acordo feito com o presidente nacional do PP e senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição. A federação União Progressista, comandada por Ciro, declarou neutralidade na disputa presidencial e negou a vice dos sonhos a Flávio Bolsonaro. Em troca, Lula não vai atrapalhar a corrida de Ciro ao Senado. De acordo com fontes da campanha, Lula “deve silenciar em relação ao Ciro” no evento desta quarta (9).
Oficialmente, outros interlocutores do presidente negam o acordo e dizem que melhor do que gravar é estar presencialmente ao lado da chapa completa. Mas os candidatos ao senado esperaram pelo momento da gravação e ainda nutriam expectativas para que ocorresse nesta quarta-feira (9). O Piauí foi nas eleições de 2022 o estado em que Lula teve a maior porcentagem proporcional de votos, com 76,86%, na frente da Bahia, contra 23,14% de Jair Bolsonaro.
CBN