Lula deve amenizar críticas a Trump durante período de negociações após encontro

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve amenizar as críticas que vinha fazendo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o encontro de quinta-feira na Casa Branca. Falas ofensivas serão evitadas principalmente durante o período de 30 dias que foi estabelecido, segundo brasileiro, para a negociação de tarifas entre os dois países.

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Em 16 de abril, por exemplo, Lula afirmou, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, que Trump não pode "ameaçar outros países com guerra o tempo todo" e afirmou que o presidente norte-americano não foi eleito "imperador do mundo". No ano passado, após a decretação do tarifaço, Lula já havia afirmado que Trump age como “imperador”.

Após o encontro desta quinta-feira na Casa Branca, o brasileiro afirmou que propôs ao americano um prazo de 30 dias para que equipes do Brasil e dos Estados Unidos discutam sobre tarifas. Segundo as palavras de Lula, “eles sempre acham que cobramos muitos impostos”.

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— Nós dissemos a eles que a média das tarifas cobradas sobre produtos americanos é de apenas 2,7%. Mas eles continuam argumentando que há casos em que alguns produtos chegam a ter taxa de 12%.

O governo brasileiro ainda tentará evitar nos próximos meses que os EUA classifiquem as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e encerrem a investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 do país.

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Um dos pontos da investigação é o Pix. Documento elaborado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) em abril apontou possíveis barreiras a empresas americanas e citou que haveria um possível “tratamento preferencial” ao modelo, o que poderia prejudicar companhias estrangeiras do setor financeiro.

Antes de responder às perguntas dos jornalistas na embaixada do Brasil na capital americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a conversa não evitou temas complexos, pelo contrário, segundo ele, “eles resolveram discutir assuntos que pareciam tabus”. Ainda assim, temas como o Pix e a classificação de facções criminosas como terrorismo não foram abordados.

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— Fiz a reunião, estou feliz. Volto ao Brasil mais otimista. Acho que o presidente Trump também ficou otimista e espero que as coisas comecem a avançar — disse.

Ao ser questionado se conversou com Trump sobre as reservas brasileiras de terras raras, tema de importância estratégica para o governo americano, Lula ressaltou que o Brasil "está aberto a construir parcerias internacionais com diferentes países", sem restrições geopolíticas.

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— A única coisa que ele (Trump) precisa saber é o seguinte: o Brasil está disposto a construir parcerias onde eles quiserem construir parceria. Não há veto aos Estados Unidos, como também não há veto à China, à França, à Índia ou à Alemanha — afirmou Lula.

O presidente brasileiro disse que ao contrário do que aconteceu no passado, com minerais como ouro e prata, por exemplo, desta vez o Brasil terá um comportamento diferente.

— Não queremos ser meros exportadores de minerais. Queremos que o Brasil seja o grande ganhador — em referência ao beneficamente e refino de minerais críticos no Brasil.