Lula defende mandato para ministros do STF e confirma ida a Washington em março

 

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O presidente Lula concedeu entrevista ao portal UOL, nesta quinta-feira (5), e falou sobre diversos assuntos, incluindo a possibilidade de reforma no Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe do Executivo defendeu a criação de mandatos para ministros, afirmando que ninguém deveria ocupar o cargo por tempo indefinido.

"Eu acho que tudo precisa mudar e nada, nada, nada, nada está livre de mudança. Não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75. Eu acho que pode ter um mandato, mas isso é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional, que não tem nada a ver com o que aconteceu no 8 de janeiro. O julgamento foi a maior lição de que as instituições têm respeitabilidade nesse país. Isso é um valor incomensurável para um país democrático", afirmou.

Também Lula anunciou que enviará nos próximos dias sua indicação de Jorge Messias para vaga no STF.

Rodrigo Pacheco vai deixar PSD e se filiar ao União Brasil mirando eleição em Minas

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Lula demonstrou confiança na vitória e comentou estratégias em São Paulo, mencionando nomes como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Simone Tebet.

Também fez um apelo ao senador Rodrigo Pacheco, no contexto das indefinições em Minas Gerais. Apesar de o presidente do PDT, Carlos Lupi, ter dito que há um compromisso do governo em apoiar o nome de Alexandre Kalil, o chefe do Executivo disse que não desistiu de Pacheco como futuro governador do estado:

"Nós temos muito voto e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com Haddad, não conversei com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel pra cumprir em São Paulo. E eu quero dizer aqui em alto e bom som: eu ainda não desisti de você, viu Pacheco? Você sabe que nós vamos ter uma conversa e eu acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais. Eu estou muito certo disso", disse.

O ex-presidente minimizou pesquisas que indicam acirramento entre os candidatos, afirmando que ainda não entrou de vez na campanha, apesar de adotar tom eleitoral em discursos recentes.

Relação com EUA

No campo internacional, Lula confirmou viagem a Washington no início de março e disse que não há restrições nos temas a serem tratados com o presidente Donald Trump.

Sobre a participação do Brasil no Conselho de Paz, declarou estar disposto a integrar o grupo, mas destacou a necessidade da presença de representantes da Palestina. Disse que, sem a Palestina, está parecendo mais um resort do que uma tentativa de construir Gaza.