Lula comemora fim da escala 6x1 e campanha aposta em aprovação para impulsionar votos

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, nesta quarta-feira (14), a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Nos bastidores, aliados do petista avaliam que a medida pode impulsionar a candidatura e apostam que Lula conseguirá capitalizar politicamente a vitória no Congresso, frente ao adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O fim da 6x1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”, disse Lula, em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta quarta-feira.

O presidente acompanhou a votação do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência. Com ele, estavam Sidônio Palmeira, que está afastado do cargo de ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom), Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, e Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e eleito senador neste ano.

Na publicação, Lula disse acreditar que a matéria "jamais será revogada, porque não foi uma conquista burocrática". "Foi uma conquista que saiu da rua e um desejo histórico do povo trabalhador", comentou. A fala ocorre após Flávio ter sinalizado a possibilidade de revisar o fim da escala 6x1, caso eleito.

"Lutamos, discutimos e pressionamos para garantir que o Congresso votasse ainda este ano o fim da 6x1. Mas a voz do povo foi a voz que me conduziu para que, juntos, garantíssemos mais tempo para descansar, acompanhar os filhos e estar com quem amamos", complementou o chefe do Executivo. Ele, então, parabenizou os senadores que votaram a favor.

Na campanha petista, a aprovação da matéria é vista com uma aposta para reverter a desvantagem de Lula em relação a Flávio no segundo turno das eleições, no próximo dia 25. Internamente, a equipe vê um desgaste do senador no tema. Inicialmente, Flávio se posicionou contra a proposta, mas recuou após pressão.

Antes da mudança de posicionamento, o senador era favorável a uma outra PEC, de autoria do senador Rogério Marinho (PL), coordenador de sua campanha ao Planalto, que previa, entre outros pontos, remuneração proporcional por hora trabalhada.

A campanha de Lula pretende explorar essa divergência de posicionamento. Na leitura interna, o fim da escala 6x1 e o incremento do "pacote de bondades" do governo nos últimos dias devem ajudar na avaliação do presidente. Petistas ponderam, no entanto, se será o bastante visto que faltam menos de duas semanas para o segundo turno.

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