Lula cita caso Master e diz que Brasil vai derrotar o crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou nesta quinta-feira o caso do Banco Master como exemplo de ação de combate ao crime organizado promovido nos últimos meses. A declaração foi dada durante a cerimônia de posse do novo ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva.
Lula disse que o Brasil vive um “bom momento no trabalho na questão da justiça” e lembrou da reunião realizada pela manhã no Planalto. O encontro, pela manhã, teve a presença de ministros e representantes do Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Banco Central.
— Nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar no andar de cima da corrupção e do crime organizado neste país como agora.
Em seguida, o presidente se referiu a algumas operações realizadas nos últimos meses e citou o Master.
— Nesse exato momento histórico do Brasil, depois da operação Carbono Oculto, que foi a maior operação feita pela Polícia Federal junto com a Polícia de São Paulo, junto com a Receita Federal. Depois da Refit, quando conseguimos bloquear cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada. Depois da situação do Banco Central com o Banco Master, eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral deste país, falei ao presidente da Suprema Corte, estou falando ao ministro, ao advogado-geral da União, mas hoje nós fizemos uma reunião para dizer o seguinte: nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado.
Após a reunião da manhã, o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva, disse que a o caso Master foi o "eixo" do encontro.
— O tema foi tratado como eixo — afirmou Lima e Silva ao ser questionados por jornalistas, sem detalhar.
À tarde, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou que o Master não foi o tema central reunião. Disse ainda que o ministro estava se referindo ao crime organizado quando falava sobre o eixo da discussão. A Secom não descartou que o caso do Master tenha sido tratado de forma lateral.
O Banco Master teve suas operações encerradas pelo Banco Central no fim do ano passado após uma longa crise que envolveu o veto da autoridade monetária à compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Distrito Federal. A liquidação foi decretada logo após o dono do banco, Daniel Vorcaro, tentar a venda para outra instituição financeira. Ele foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga indícios de fraudes em transações do Master com o BRB que somam R$ 12,2 bilhões.
