Lula afirma que, se ganhou, 'já bebeu' whisky de Vorcaro e questiona: 'acredita em tudo que lobista fala?'

Lula afirma que, se ganhou, 'já bebeu' whisky de Vorcaro e questiona: 'acredita em tudo que lobista fala?' - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

Em declaração durante entrevista nesse domingo (27), o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) declarou que não sabe se recebeu um whisky de presidente do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo ele, se isso ocorreu, ele 'já bebeu'. O caso apareceu em mensagens do advogado Walfrido Warde citando a entrega do 'presente' de Vorcaro para Lula. 'Se me deu whisky, já bebi. Eu ganho muita coisa, lembrança, sabe? Não sei me deu, mas se deu já bebi, pode ficar certo', disse à Band. Mensagens vistas pela Polícia Federal dizem que Warde, que era da defesa do banqueiro, declarou a conversa com lula. 'Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente', escreveu na mensagem de janeiro de 2025, 49 dias depois de uma reunião no Planalto entre Lula e Vorcaro. Questionado sobre a atuação do advogado, Lula respondeu: 'O lobista fala bom dia para você, ele fala que dormiu com você. Eu recebi o cara [Vorcaro]. A conversa do Walfrido eu nego, eu não sei o que que ele falou. [...] Você acredita em tudo que advogado lobista fala? Como é que eu posso controlar a língua de advogado?' Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo Sobre a reunião, o presidente disse que ocorreu em dezembro de 2024 e que ele apareceu com Augusto Lima, então sócio do banco. Segundo o candidato, Vorcaro comentou que estava sendo perseguido. Também participaram da reunião Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e atual presidente. Ainda participou o então ministro da Casa Civil, Rui Costa. 'Olha esse cidadão apareceu junto com outro cidadão chamado Augusto, acho que era o sócio dele, apareceu no meu gabinete, tava lá a duas ou três pessoas, tava inclusive o Galípolo, porque eu chamei para participar da conversa, me dizendo que tava sendo perseguido e que estavam querendo quebrar o banco dele. Eu falei o seguinte: ‘Olha, não vai ter perseguição política’. Você pode ficar certo que no meu governo não tem perseguição política. Você tá tendo chance de se defender. Nós vamos apurar. Se você tiver errado, você paga o preço. Se não tiver errado, você não paga. Ele que tava errado, pagou. Tá preso', disse Lula. A Secom afirmou que Lula respondeu apenas que os questionamentos de Vorcaro só poderiam ser respondidos em investigação pelo Banco Central. Lula afirma ter 'leve impressão' de que eleição presidencial vai acabar no primeiro turno Presidente Lula Ricardo Stuckert O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) disse ter uma 'leve impressão' de que a eleição presidencial deste ano acabará no primeiro turno, não tendo uma disputa de segundo turno. As pesquisas indicam que seria entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante entrevista à Band, Lula afirmou acreditar que venceria quando as pessoas chegassem nas urnas e pensassem no futuro. 'Eu estou com uma leve impressão de que não haverá segundo turno. Veja, eu acho que o povo brasileiro quando ele for votar eu tenho que pensar em você primeiro construa na sua cabeça o mundo que você quer o mundo que você deseja de ter o futuro depois tente ligar o que você pensa o futuro do Brasil é quando a pessoa fizer isso ele vão ter que comparar Lula e Alckmin com os outros. Não tem comparação', afirmou. Ele deu destaque para a trajetória política dele e de Geraldo Alckmin, seu vice e candidato à reeleição como vice na mesma chapa. Lula defendeu que os eleitores observem as biografias e passados de cada um dos candidatos. Por isso, acredita que a escolha será 'simples' quando os votantes fizerem essa comparação. 'Acho que nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno', declarou. Na mesma entrevista, Lula ainda defendeu uma mudança na forma de escolha do ministro do Supremo Tribunal Federal. Quem for o presidente eleito, terá quatro indicações no próximo mandato. O presidente defendeu que tenha participação também da sociedade através das instituições, citando a OAB, CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sindicatos, organizações de empresários e mais. 'Você pode escolher um colégio de notáveis que possa analisar o envio para o Senado dos nomes para ser dito à Suprema Corte', comentou. Plenário do STF Fellipe Sampaio

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