Luiz Otávio Mesquita volta a treinar boxe 7 dias após transplante capilar; é seguro?
Sete dias após se submeter a um transplante capilar, o atleta, influenciador digital e ex-participante de A Fazenda Luiz Otávio Mesquita chamou atenção ao aparecer nos stories treinando boxe. “Sete dias depois do transplante capilar, estamos de volta”, escreveu. A retomada tão rápida da atividade física, no entanto, levanta uma dúvida comum entre pacientes: é seguro voltar a treinar tão cedo?
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Segundo o médico Marcelo Nogueira, responsável pelo procedimento, a resposta depende do tipo de exercício. “A trocação do boxe, conhecida como sparring, que envolve trauma direto na cabeça, só é recomendada após 30 dias do transplante capilar. No caso do Luiz, ele está apenas realizando o treino funcional com o saco de boxe, sem luta e sem impacto na cabeça. Esse tipo de atividade já está liberado após sete dias”, explica o médico.
O médico Marcelo Nogueira esclarece que, uma semana após o transplante capilar, o paciente já pode retomar praticamente todas as atividades físicas que não ofereçam risco de trauma direto no couro cabeludo.
“Em cerca de cinco dias, já estão liberados exercícios como caminhada, corrida leve e bicicleta ergométrica. Após sete dias, é possível voltar até à musculação, inclusive com a mesma carga de antes, desde que o paciente esteja bem e siga as orientações”, pontua.
A principal restrição continua sendo o risco de impacto na região operada. “Esportes que envolvem contato físico, lutas, artes marciais, uso de capacetes ou toucas apertadas, como natação e motociclismo, além de esportes radicais com chance de trauma no couro cabeludo, só devem ser retomados após 30 dias”, alerta o médico.
Hoje, o transplante capilar é considerado um procedimento seguro e com recuperação relativamente rápida. “Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia e consegue retomar gradualmente a rotina em poucos dias. No período inicial, é fundamental respeitar o repouso indicado, evitar exposição solar direta no couro cabeludo, manter a higienização correta, hidratar-se bem e seguir rigorosamente todas as orientações médicas”, afirma o doutor Marcelo Nogueira.
Após seis anos de aperfeiçoamento na área, o especialista desenvolveu o método exclusivo DVN (Densidade, Volume e Naturalidade), que reúne protocolos voltados para uma recuperação mais previsível e confortável. “O método inclui analgesia individualizada, higienização especializada no pós-operatório imediato, orientações para minimizar inchaço, crostas e desconfortos, além de acompanhamento médico contínuo por 12 meses”, detalha.
No caso de Luiz Otávio Mesquita, o transplante foi realizado por meio da técnica Hybrid No Shave, também conhecida como transplante parcialmente sem raspagem. O método permite a implantação dos fios na área calva sem a necessidade de raspar totalmente o cabelo, preservando o comprimento dos fios e garantindo um aspecto visual mais discreto e natural no pós-operatório imediato.
“É uma evolução da técnica FUE (Extração de Unidade Folicular), em que os fios são retirados individualmente por microincisões, sem a necessidade de remover uma faixa de pele da área doadora”, explica o médico.
De acordo com o especialista, quando realizado com avaliação adequada e em ambiente seguro, o transplante capilar apresenta baixíssimo risco de rejeição, já que as unidades foliculares implantadas são do próprio paciente.
“Em torno de três meses, os fios começam a crescer, ainda de forma discreta. A partir do quinto mês, o volume aumenta de maneira significativa, reduzindo a transparência. Em até 12 meses, observamos a maturação completa do resultado, com aspecto natural”, conclui o doutor Marcelo Nogueira.
