Luiz Henrique 'furando a bolha', queda de João Pedro e ascensão de Neymar, Endrick e Rayan: a convocação através do atacômetro
Com muitos candidatos às nove vagas, o ataque foi o setor que mais gerou expectativa nos meses que antecederam a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. Foram rodadas e mais rodadas de uma disputa marcada por muitos gols, monitorada pelo Atacômetro. Lançada em março, a ferramenta do GLOBO computou as principais estatísticas dos brasileiros da posição em jogos desde novembro e os acompanhou desde então. O anúncio dos escolhidos, como já era de se esperar, gerou debates. Mas em boa parte reflete o desempenho deles nesta espécie de corrida.
Vini Jr chegou à convocação como primeiro colocado do termômetro. É seguido por Raphinha, que mesmo tendo ficado pouco mais de um mês lesionado (entre março e maio), nunca saiu das duas primeiras posições.
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O topo ser ocupado pela dupla não é surpresa. Principais atacantes brasileiros dos últimos anos, eram os nomes mais do que certos da lista de Ancelotti.
Igor Thiago fechou o pódio, confirmando ter sido o grande fenômeno da temporada. Vice-artilheiro do Campeonato Inglês pelo Brentford, o até então pouco conhecido atacante não estava no radar da seleção — e, consequentemente, também fora das primeiras rodadas do Atacômetro.
Convocado na última data Fifa, Igor Thiago já entrou na quarta posição da ferramenta. E não demorou para assumir o terceiro lugar.
Sua ascensão ocorre paralelamente à queda de João Pedro. Embora tenha assumido a titularidade do Chelsea logo na primeira temporada e sido cotado para uma das vagas até o dia da convocação, o centroavante sofreu uma das maiores quedas do Atacômetro.
Quando a ferramenta foi lançada, João Pedro era o líder. Desde então, marcou apenas duas vezes. Terminou na quarta posição.
rodada 12 atacômetro
Pela forma como foi, sua ausência foi associada à entrada de Neymar. A verdade é que, apesar da queda, sua performance nos últimos meses foi superior à do 10 santista. Mas Ancelotti priorizou fatores que vão além do momento.
De toda fora, o Atacômetro registrou o crescimento de Neymar na reta final. O atacante, que iniciou o monitoramento em nono e demorou a se descolar dali, ficou em sexto.
Outros convocados também tiveram trajetória ascendente ao longo das últimas semanas, como Endrick e Rayan. Por outro lado, Luiz Henrique não conseguiu ir além do 13º lugar. Consequência do fato de ele atuar na liga russa, que tem uma longa pausa de inverno e cujos clubes não participam de competições continentais. Sua convocação é claramente ligada ao fato de ele ter agarrado as oportunidades na seleção.
Situação semelhante ocorre com Gabriel Martinelli. O atacante do Arsenal, que chegou a ser top-5 do Atacômetro, terminou em 10º, mas convenceu Ancelotti.
