Lufthansa diz que negócio com a TAP era uma 'oportunidade imperdível', com potencial de US$ 505 milhões

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A empresa aérea alemã Lufthansa detalhou os benefícios de uma oportunidade “imperdível” de adquirir uma participação minoritária na companhia aérea portuguesa TAP. Entre as vantagens estão alcançar as concorrentes europeias na América Latina e identificar sinergias anuais de até € 450 milhões (US$ 505 milhões). Entrevista: 'Brasil é peça-chave', diz CEO global da TAP Rio: Galeão terá R$ 1 bi em investimentos em três anos e voos para mais 30 destinos A aquisição elevará a participação de mercado da Lufthansa no tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina de 9% para cerca de 20%, colocando o grupo em pé de igualdade com a IAG (International Airlines Group, empresa resultante da fusão da British Airways com a Iberia) e à frente da Air France-KLM, afirmou o presidente-executivo da companhia, Carsten Spohr, durante uma teleconferência com analistas. O negócio também “criará valor imediato para nossos acionistas”, uma vez que a TAP é uma companhia aérea lucrativa, afirmou Spohr. Ele acrescentou acreditar que esta será a primeira vez que o grupo adquire uma companhia aérea que já é lucrativa. A TAP também possui uma das frotas mais jovens e modernas do mundo, o que, segundo ele, ajudaria a reduzir a idade média da frota da Lufthansa. — A TAP era uma oportunidade que não podíamos deixar passar — afirmou Spohr. — Acreditamos firmemente que esta é uma operação que criará valor por muitas e muitas décadas. Com aumento do preço de combustível de aviação: Gol vai suspender voos para Miami e Orlando Embora a TAP tenha registrado prejuízo líquido no primeiro semestre do ano, em um contexto de pressão dos elevados preços dos combustíveis, Spohr afirmou que a Lufthansa está olhando além das atuais dificuldades do setor, uma vez que a conclusão do negócio está prevista apenas para 2028. A operação, pela qual a Lufthansa adquirirá inicialmente uma participação de 44,9%, ajudará a companhia aérea alemã a se tornar mais internacional, em linha com o objetivo da empresa de “depender menos das operações realizadas na Alemanha”, país em que a companhia já apontou, no passado, as elevadas tarifas e os altos impostos como fatores de pressão sobre seus negócios. A TAP poderá gerar benefícios de rede excepcionalmente elevados ao permitir que a Lufthansa encaminhe mais passageiros da França, da Espanha e de Portugal para o Brasil via Lisboa, em vez de redirecioná-los, a “preços competitivos”, por meio de seus atuais centros de conexão em Frankfurt ou Munique, afirmou Spohr. Aviação: Cade aprova participação minoritária da American Airlines na Azul mediante acordo e limitações Dessa forma, a companhia também poderá utilizar seus hubs de maneira mais eficiente para destinos como a Ásia. A Lufthansa espera que o negócio aumente o lucro por ação no primeiro ano completo após a conclusão da operação, enquanto as sinergias anuais de aproximadamente € 450 milhões (US$ 505 milhões) seriam alcançadas gradualmente ao longo de cerca de quatro anos, afirmou o diretor financeiro, Till Streichert.

Segundo ele, as economias poderão aumentar ainda mais caso a Lufthansa consiga, futuramente, adquirir uma participação majoritária na TAP. Em 7 pontos: Entenda quando o fim da escala 6x1 passa a valer e os próximos passos De qualquer forma, a Lufthansa terá influência significativa sobre as operações cotidianas da TAP, afirmou Streichert, acrescentando que os grandes investimentos e os planos estratégicos passarão pelo conselho de administração da companhia portuguesa. A sobreposição relativamente limitada entre as redes das duas empresas também deverá facilitar a análise antitruste em comparação com operações anteriores, disse Spohr. No entanto, eventuais medidas corretivas, como a possível cessão de slots (horários de pouso e decolagem), caberão, em última instância, aos reguladores da União Europeia. — Eu diria até, com certa ousadia, que esperamos enfrentar também um processo mais simples em Bruxelas desta vez — afirmou Spohr, em comparação com o longo processo de aprovação do investimento da Lufthansa na ITA Airways. Embora o plano atual seja adquirir uma participação de 44,9%, com a possibilidade de elevá-la a 49,9%, dependendo da adesão dos funcionários à aquisição de ações, Spohr afirmou que a Lufthansa também discutiu com o governo português a possibilidade de chegar a “100% de participação” na TAP.

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