O Santander Brasil reportou lucro líquido recorrente de 9,68 bilhões de reais no acumulado de 2026 até setembro, mostram dados divulgados pela companhia nesta quarta-feira, 28. O número representa uma queda de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No terceiro trimestre, o banco teve lucro líquido recorrente de 2,9 bilhões de reais, queda de 28% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado trimestral ficou abaixo do esperado pelo consenso Bloomberg, que estimava um lucro líquido de 3,16 bilhões de reais.
O banco teve um resultado fortemente impactado pela alta da inadimplência e disparada das Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), o que reduziu 0 lucro da companhia. Segundo o banco, esse desempenho reflete um ambiente ainda caracterizado por juros elevados, maior endividamento das famílias, casos pontuais no segmento de atacado e os efeitos do rebalanceamento estratégico da carteira de crédito.
A margem financeira bruta totalizou 15 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2026, recuo de 1,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025. No acumulado do ano, a margem financeira bruta somou 46,11 bilhões de reais, queda 0,9%.
O desempenho foi impactado por fatores como os critérios mais seletivos na concessão de crédito. Continua após a publicidade
A carteira ampliada de crédito encerrou setembro de 2026 em 721 bilhões de reais, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a estratégia seletiva de expansão. Entre os destaques da carteira nos últimos 12 meses estiveram o crédito imobiliário (+10,3%), pequenas e médias empresas (+8,5%) e financiamento ao consumo (+9,1%).
“O ambiente macroeconômico segue exigindo disciplina, seletividade e foco na qualidade dos resultados. Continuamos o avanço na carteira de crédito, com uma relação mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital e na busca por maior eficiência.
O próximo passo é uma recuperação gradual da rentabilidade ”, afirma Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil. Continua após a publicidade
O banco tem reiterado ao longo do ano que deve focar na concessão de crédito com garantias e disputar a alta renda para melhorar a qualidade dos ativos. No entanto, isso leva tempo e ainda não apareceu nos resultados.
Isso porque a inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,4% ao fim de setembro de 2026, alta de 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo ciclo de 2025. Com isso, as despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) totalizaram 7,5 bilhões de reais, aumento de 14,4% em relação ao mesmo ciclo do ano passado. Segundo o banco, a PDD também sofreu influência das pressões ainda observadas em operações ligadas ao agronegócio e a clientes pessoas físicas de baixa e média renda, em um contexto de juros elevados e maior alavancagem das famílias.
Continua após a publicidade Com isso, a rentabilidade medida pelo Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 11,9% no acumulado de 2026 até setembro, redução de 5,6 pontos percentuais na comparação anual.
Embora os indicadores de rentabilidade tenham sido impactados ao longo dos últimos 12 meses, O banco afirma que a combinação entre disciplina de capital, fortalecimento da principalidade, melhoria da composição da carteira e controle rigoroso de despesas cria bases mais sólidas para a evolução dos resultados nos próximos trimestres.
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