Última escola a desfilar pelo Grupo Especial, Salgueiro tem enredo cheio de referências à carnavalesca Rosa Magalhães
Última escola a desfilar pelo Grupo Especial, o Salgueiro apresentou o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu em 2024. Com sete títulos na Sapucaí, Rosa é a maior vencedora da era moderna do Sambódromo e sempre declarou seu amor pelo Salgueiro, onde iniciou a trajetória no carnaval.
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Presidente comemora desfile
Após o desfile do Salgueiro, o presidente André Vaz falou suas impressões sobre o desempenho da escola e esclareceu a nota publicada nas redes sociais da agremiação.
— Foi uma nota para demonstrar nosso agradecimento à parceria com a Liga. Confiamos na Liesa de olhos fechados. Acreditamos na Lisura e no trabalho desenvolvido pelo pessoal. Estamos no melhor momento das escolas de samba. Cheguei no Salgueiro com o repasse em R$ 5,8 milhões, agora, já estamos em R$ 14 milhões. Então, é uma nota de demonstração de confiança. Estou feliz com o que apresentamos. Fizemos um ótimo trabalho — explicou o presidente.
Salgueiro dentro do Salgueiro
O último setor do Salgueiro lembra o que a Rosa fez na Imperatriz em 2001, na homenagem a Carlos Cachaça. Na época, Rosa criou uma espécie de Mangueira dentro da agremiação de Ramos, com direito até a uma espécie de nova comissão de frente. Desta vez, o carnavalesco Jorge Silveira fez um Salgueiro dentro do Salgueiro, com uma simpática escultura de Rosa na alegoria que fechou o carnaval carioca.
Carro alegórico desfilou sem adereço
O último carro alegórico teve problemas com os adereços antes de entrar na Avenida. Os funcionários da escola tiveram que correr para encaixar duas hastes de ferro na traseira da alegoria. Apenas uma delas foi colocada a tempo, a outra ficou para trás.
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Bateria com navio pirata
Conhecida como furiosa, a bateria do Salgueiro desfilou acompanhado por um navio pirata, onde, durante parte da apresentação, esteve a rainha Viviane Araujo. A escolha compõe as referências à carnavalesca Rosa Magalhães, que misturava aos enredos elementos viajantes e da natureza.
Inovação com violino
Este ano, o Salgueiro decidiu incorporar à bateria a presença do violino, tocado por Mateus Soares. A escolha é uma homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, tema do enredo da escola. A professora gostava de misturar ritmos e instrumentos no samba, principalmente para manter o tom barroco e teatral das apresentações.
Som alto de araras
Um dos carros mais impactantes do desfile prestou homenagem direta ao universo criativo de Rosa Magalhães. A alegoria impressionou pelo som alto e estridente de araras. O recurso sonoro reforçou o conceito do setor: na obra de Rosa, a natureza nunca foi mero ornamento. No alto do carro, o destaque Mauricio Pinna surge como o “Esplendor da Natureza Verdejante”, coroando a alegoria.
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O desfile teve como destaques:
Um abre-alas que promete ser o maior barco da história da Avenida, com cerca de 70 metros
Esculturas produzidas por profissionais do Caprichoso de Parintins
Viviane Araújo em uma nova dinâmica, interagindo com um elemento cênico
A bateria Furiosa
Nove destaques com figurinos desenhados pela própria Rosa Magalhães
Um último carro que reunirá carnavalescos do Grupo Especial e da Série Ouro
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