Lollapalooza 2027: um guia com 10 atrações para ficar de olho

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Sai a escalação do Lollapalooza e a história é sempre a mesma: discussões sobre os nomes principais, muita surpresa com os nomes em letras pequenas, amontoados no cartaz, e a certeza de que não vai dar para ver tudo aquilo. O rapper Travis Scott (mais uma vez no Brasil), a cantora Charli XCX (que lançou dois bons álbuns este ano) e o grupo Killers estão entre aqueles que ninguém quer perder. Mas... o que mais? João Vitor Silva fala sobre carreira e namoro discreto com Iza: ‘Achamos importante preservar aquilo que é nosso’ Chris Isaak, de 'Wicked game': 'Não componho sobre caminhões e cerveja' É uma questão de investigar com calma o quadro montado. Olhando assim, parece que tudo foi muito fácil. Mas o diretor do Lollapalooza Brasil, Marcelo Beraldo conta que um grande desafio se apresentou no seu trabalho: o do calendário alheio. — Para um artista vir, três coisas precisam se alinhar: estar na estrada, ter uma janela em março e querer cruzar o hemisfério. O desejo do público a gente lê o tempo todo, mas ele não se realiza no ano em que se pede, mas no ano em que se dá. Tem nome nesse cartaz que a gente tenta faz tempo. A Charli XCX, por exemplo, estava no line-up de 2020, o festival que a pandemia levou; chega agora como headliner. É isso que a gente faz: insiste — conta. Abaixo, um pequeno guia daquilo que o Lolla 2027 traz de mais novo e interessante, ou simplesmente curioso, quase sempre inédito no Brasil (que oferece à programação de Rodrigo Amarante e Mochakk a Criolo, Amaro e Dino e Clementaum). São sugestões a que o fã poderá recorrer para se mover por essa edição de 15 anos do festival, que acontece dias 19, 20 e 21 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Line-up do Lollapalooza 2027 Divulgação Fontaines D.C. Não se vê tantas bandas novas de rock serem celebradas, mas esses irlandeses vêm ganhando credibilidade por conseguirem se comunicar com um público mais jovem a partir de um trabalho consistente. Na semana que vem, eles lançam o seu quinto álbum, “Dopamine Chamber”, que já tem duas boas faixas divulgadas, “Marianne” e “Tongue”, e ainda conta com um feat de Rosalía em “Where is gone?”. O Fontaines D.C. ia se apresentar no Lolla do ano passado, mas precisou cancelar toda a turnê latino-americana devido a uma hérnia de disco do vocalista Grian Chatten. Sombr O americano Shane Michael Boose, de 21 anos, é uma das grandes sensações recentes da música pop, com o álbum de estreia “I barely know her”, do ano passado, que atingiu um respeitável 10º lugar nas paradas americanas e valeu a ele a indicação ao Grammy de artista revelação (além de elogios de Taylor Swift). Longe de ser um disco genérico, ele apresenta um astro com potencial para ser tão grande quanto Harry Styles, em músicas como “Back to friends ", “Undressed”, “We never dated” e “12 to 12”. Sombr é o cara ao qual Billy Corgan, dos Smashing Pumpkins, se juntou no palco do Coachella para caantar seu clássico “1979”. Geese Depois de uma passagem do líder Cameron Winter, em show solo, pelo C6 Fest, em maio, a mais festejada banda de rock do momento enfim chega ao Brasil. Elogiado por elogiado por nomes insuspeitos, de Patti Smith a Nick Cave e Adam Clayton (baixista do U2), o Geese vem para mostrar seu aclamado quarto álbum, “Getting killed”, do ano passado — um daqueles discos raros, em que a qualidade das composições só perde para a intensidade e a originalidade que a banda imprime à execução. ADÉLA Um dos discos mais surpreendentes do pop do mainstream este ano é “PRIMA”, álbum de estreia da cantora, dançarina e compositora eslovaca Adéla Jergová, de 22 anos. Canções desse álbum que chegou ao quinto lugar nas paradas americanas, como “Ain't in LA”, “KGB”, “Boys” e “Nicole Kidman”, indicam para ela um caminho para o estrelato muito semelhante ao de Lady Gaga: o do pop como provocação e arte.

Slayyyter A americana Catherine Grace Garner se projetou este ano com seu terceiro (e melhor) álbum, “WOR$T GIRL IN AMERICA”, que consegue ser, ao mesmo tempo, inventivo, áspero, doce e ultra pop. A dureza das batidas e das guitarras em faixas como “Dance...”, “Gas Station” e “Crank” embala a voz bastante elástica desta artista que por acaso está neste momento no Brasil (para um show no Rio na sexta e um em São Paulo no sábado). Para o Lolla, ela trará as músicas de “wor$t man in america”, álbum complementar que sai em dezembro.

Mike D 5D Por trás dessa alcunha que pode parecer a de um equipamento de som, está o novo projeto de Michael Diamond, fundador, rapper e baterista dos Beastie Boys, na primeira produção musical de algum integrante do grupo desde a morte de Adam “MCA” Yauch, em 2012. Formado por Mike com músicos mais jovens (entre eles, os filhos Skyler e Davis), o grupo lançou este ano o álbum “Thank you”, que carrega um tanto da irreverência e da criatividade dos Beastie Boys em um formato musical mais atual. Angine de Poitrine Provavelmente o grupo novo mais comentado entre os círculos dos nerds de música este ano. Duo canadense, formado por um guitarrista/baixista e um baterista, que se apresentam incógnitos, usando grandes máscaras de papel-machê com narizes avantajados e fantasias de corpo inteiro cobertas por bolinhas pretas e brancas. Eles tocam composições instrumentais complexas, com uso de microtonalismo (quartos de tom) e estruturas rítmicas inusitadas. Mas melhor do que ler uma descrição descrever, é ouvir: pode ser viciante. TOMORA O nome estranho surge de uma das mais felizes (e inusitadas) uniões da atual música pop: o de Tom Rowlands (metade dos Chemical Brothers, a lendária dupla de música eletrônica inglesa que sacudiu o mundo a partir dos anos 1990) e Aurora, cantora norueguesa qua se sagrou com uma fusão original de eletropop e folk. Este ano, eles lançaram o álbum “COME CLOSER”, que soa justamente como o melhor dois dois mundos (e deve render bem ao vivo, no Lollapalooza). Ninajirachi A cantora, produtora e DJ australiana Nina Jo Wilson chamou a atenção do mundo da música eletrônica no ano passado ao lançar seu álbum de estreia, “I love my computer”, um disco frenético, que reúne tech-house, speed garage e dubstep sob o guarda chuva do hyperpop, mas que é, fundamentalmente, pop e bom de ouvir. The Avalanches Grupo australiano de música eletrônica que fez história em 2000 ao lançar “Since I left you”, um disco organizado, como uma delicada tapeçaria, a partir de cerca de 3.500 pequenos trechos sonoros, retirados de LPs obscuros (e de outros nem tanto, como o que tinha “Holiday”, de Madonna — a cantora acabou liberando o sample para o lançamento internacional do disco). Semana que vem, os Avalanches lançam “No bad memories”, seu primeiro álbum em seis anos.

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