LinkedIn é processado na Áustria por vender dados de usuários
Uma organização austríaca de defesa da privacidade anunciou nesta terça-feira que entrou com uma ação contra o LinkedIn, a rede social profissional, por vender os dados digitais de seus milhões de usuários. A ONG Noyb — abreviação de "None of Your Business" ("Não é da sua conta", em tradução livre) — afirmou em um comunicado à imprensa que apresentou a queixa à Autoridade Austríaca de Proteção de Dados em nome de um usuário do LinkedIn que deseja acessar as informações que a plataforma possui sobre ele.
Leia também: EUA abrem investigação sobre preços de processadoras de carne que atuam no país, incluindo brasileiras JBS e MBRF
Mudanças: Rússia impõe restrições ao uso do Telegram por 'violação' da lei, enquanto tenta empurrar usuários para app estatal
Este usuário exige "uma resposta completa à sua solicitação de acesso", disse a organização, acrescentando que também busca uma multa contra a rede social, subsidiária da Microsoft. De acordo com a Noyb, o LinkedIn alega preocupações com a proteção de dados como motivo para não processar as solicitações de acesso.
Mas, ao mesmo tempo, a empresa exige que os usuários paguem pelo plano Premium se quiserem saber em detalhes quem visualizou seus perfis, destaca a associação austríaca.
"As pessoas têm o direito de receber seus próprios dados gratuitamente", argumenta Martin Baumann, advogado da Noyb.
As ilhas de independência tecnológica
Segundo a organização sediada em Viena, a legalidade do rastreamento de usuários pela rede social “carece de clareza”, visto que a empresa não solicita consentimento explícito. A Noyb se consolidou como uma das principais organizações na defesa do direito à privacidade online.
A ONG iniciou diversas ações judiciais contra gigantes da tecnologia, levando os órgãos reguladores a tomar medidas contra violações do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) na União Europeia.
