Líderes sindicais da Volkswagen dizem que acordo não dá ‘carta branca’ a CEO em reestruturação

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Líderes sindicais da Volkswagen alertaram o presidente-executivo Oliver Blume de que o acordo de reestruturação firmado na semana passada não dá "carta branca" à administração, sinalizando novos embates em torno de empregos e fábricas. Conta pesada: Juros elevados fazem despesas financeiras das empresas saltar 12% no 2º trimestre, a R$ 99 bilhões Sem o que comemorar no Dia do Trabalho: americanos estão presos a empregos de que não gostam e têm medo de sair A reação, expressa em um comunicado publicado nesta segunda-feira na intranet da Volkswagen, ressalta o desafio que Blume enfrenta ao passar da conquista de amplo apoio para seu plano de reestruturação à definição dos detalhes para cada unidade e projeto. Embora o conselho de supervisão tenha aprovado sua orientação geral, muitas das medidas mais controversas ainda dependem de planos detalhados, novas aprovações e negociações com influentes representantes dos trabalhadores. — Nós frustramos os planos da diretoria — disse Christiane Benner, presidente da IG Metall, que também integra o conselho de supervisão da Volkswagen e seu poderoso comitê executivo, conhecido como Präsidium. —Mas estamos longe de terminar. O verdadeiro confronto começa agora. Direitos autorais: Pagamento de US$ 1,5 bi da Anthropic por livros pirateados gera briga entre autores e editoras Líderes sindicais disseram que Blume não recebeu "carta branca" com a aprovação unânime do conselho de supervisão. Os cerca de 50 mil cortes adicionais de postos de trabalho continuam sendo uma meta de planejamento, e não um programa acordado, já que a administração ainda precisa detalhar onde, por que e quando poderão ser feitos. Os acordos coletivos de trabalho em vigor também continuam válidos, disse um porta-voz do sindicato As ações da Volkswagen dispararam em Frankfurt na sexta-feira, depois que a aprovação unânime do conselho de supervisão surpreendeu investidores que se preparavam para um novo embate entre a administração e os trabalhadores. A alta refletiu o alívio com o apoio aos planos gerais de reestruturação, embora detalhes importantes ainda não tenham sido definidos. O futuro das fábricas de Emden, Hannover e Zwickau, assim como da unidade da Audi em Neckarsulm, também continua indefinido. Todas as partes concordaram em buscar uma produção viável para essas unidades na próxima década, enquanto a administração ainda precisa definir como as medidas individuais de reestruturação serão implementadas.

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