Líderes de Flamengo e Fluminense 'abrem mão' de favoritismo antes de final do estadual: 'Clássico é diferente'
Líderes de Flamengo e Fluminense, Jorginho e Samuel Xavier estão alinhados na máxima do futebol brasileiro de que "clássico é clássico". Nesse sentido, ambos abriram mão do favoritismo que pode ser atribuído para cada equipe antes da final do próximo domingo, às 16h, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca.
Em entrevista coletiva conjunta realizada na Barra da Tijuca, a dupla esbanjou humildade ao analisar o confronto do próximo domingo e o momento dos respectivos times.
— Estamos pensando na gente. Independente do momento que nosso adversário passa, clássico é um jogo diferente. Sabemos da qualidade da equipe deles. Independente do que o Flamengo tem passado, sabemos que a qualidade fica fora disso. Quando a equipe está ali (em campo), tudo isso acaba. O mais importante é nós desempenharmos o nosso futebol e continuarmos em crescimento — pregou Samuel Xavier.
— Acredito que ele foi muito feliz nessa colocação do favoritismo. Isso fica para vocês (imprensa) comentarem. O que a gente quer é um grande futebol — corroborou Jorginho.
Por mais que esteja há menos de um ano no Flamengo, Jorginho, pela experiência adquirida no futebol europeu, já se firmou como um dos principais nomes no elenco em termos de liderança. O meio-campista revelou que o elenco ficou surpreendido com a demissão de Filipe Luís, mas que, posteriormente, todos assumiram suas respectivas culpas pela queda do treinador e o momento da equipe.
— Todos tinham um carinho pelo Filipe e uma admiração pelo trabalho dele, então nós obviamente sentimos a responsabilidade. Ela é de todos. Cada um precisa assumir realmente a sua. A primeira coisa que eu faço é olhar para o meu espelho e ser sincero comigo mesmo para descobrir o que posso melhorar para revertemos essa situação. E tenho a confiança de que vamos conseguir mudar (a fase ruim) — declarou o meia rubro-negro.
Bem-humorados, Jorginho e Samuel Xavier interagiram entre si e chegaram a brincar em conjunto entre as perguntas dos jornalistas. Ao ser questionado sobre o que faria, se fosse treinador, para parar as qualidades do rival rubro-negro, o lateral tricolor disse, aos risos: "Acho que mandaria dar uma chegadinha nele". O meia do Fla afirmou que faria o mesmo.
