Liderança do PL no Senado tenta esvaziar fim da escala 6×1 que afeta 37 milhões

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

O levantamento do Ministério do Trabalho recoloca o fim da escala 6×1 longe da abstração parlamentar: 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada trabalham mais de 41 horas por semana. Segundo o G1, esse contingente representa 73,7% dos 50,32 milhões de celetistas registrados em fevereiro.

O dado transforma a redução da jornada para 40 horas semanais em disputa concreta sobre tempo de vida, descanso e saúde. Não se trata de capricho geracional, como gosta de insinuar a retórica patronal, mas de uma maioria formalizada que ainda vive sob a normalização brasileira da semana exaustiva.

No Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, apresentou uma PEC alternativa de jornada flexível logo depois do avanço da proposta na Câmara. A Agência Senado registra que a PEC 221/2019 reduz a jornada para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1, enquanto a proposta de Marinho desloca o centro do debate para a flexibilização por hora trabalhada.

A resistência empresarial também ganhou forma pública na Confederação Nacional da Indústria, que classificou a PEC da redução da jornada como inadequada e inoportuna. A entidade pede debate técnico, transição e previsibilidade para as empresas, fórmula conhecida para subordinar uma mudança social elementar ao cálculo privado de custos e competitividade.

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