Líder supremo do Irã defende líderes do país em tempos de guerra

Líder supremo do Irã defende líderes do país em tempos de guerra

 

Fonte: Bandeira



O líder supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, elogiou o papel do povo e dos líderes iranianos na resistência aos Estados Unidos e a Israel. A mensagem, publicada nesta quarta-feira (20), relembra os dois anos do aniversário de morte do presidente Ebrahim Raisi em um acidente de helicóptero.

Khamenei afirma que, neste momento, 'testemunhamos os atos heroicos do povo iraniano em sua resistência histórica e sem precedentes contra dois exércitos terroristas globais'.

'Isso torna o dever dos líderes da República Islâmica ainda mais árduo, desde a liderança até os chefes de governo e todos os níveis de liderança', enfatizou.

Portanto, 'agradecer pela bênção da coesão entre o povo, o governo e todas as instituições significa fortalecer a motivação e intensificar o serviço daqueles que estão no comando, abordando os problemas e preocupações do povo, especialmente nas esferas econômica e de subsistência, mantendo uma presença direta no terreno e definindo um papel sério para o povo desperto ao longo do caminho do progresso do país, avançando com esperança rumo a um futuro brilhante', completa o texto.

Nesta semana, um porta-voz do Ministério da Saúde do Irã afirmou que o Líder Supremo Mojtaba Khamenei foi levado ao hospital após o ataque conjunto dos Estados Unidose de Israel e tratado por diversos ferimentos que necessitaram de pontos, inclusive na perna.

Hossein Karmanpour afirmou, segundo o site Iran Internacional, no entanto, que Khamenei não sofreu ferimentos que causassem desfiguração ou perda de membros.

'Mas os ferimentos não eram graves o suficiente para causar mutilação ou amputação. Alguns de nossos colegas decidiram ali mesmo (no hospital) dar alguns pontos na perna dele, dois ou três', declarou.

É a primeira vez que o Irã fala publicamente sobre o estado de saúde de Khamenei, que ainda não fez aparições públicas desde o início da guerra e desde quando assumiu como líder supremo, no lugar de seu pai, Ali Khamenei, morto nos ataques.

As declarações pareciam refutar relatos anteriores de que Mojtaba teria sofrido ferimentos graves durante os ataques em 28 de fevereiro, que mataram seu pai, incluindo ferimentos que exigiram múltiplas cirurgias e uma perna protética.

Do outro lado, os Estados Unidos e Israel afirmaram em algumas ocasiões acreditar que o estado de saúde dele é ruim e que precisou amputar membros, mesmo sem uma comprovação oficial.

Após Trump afirmar que houve avanço nas negociações com Irã, jornal afirma que conversas não mudaram

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa.

Kent NISHIMURA / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter afirmado que cancelou os ataques militares planejados para terça-feira (19), em virtude do que chamou de 'desenvolvimentos positivos' nas negociações em andamento.

No entanto, o jornal Wall Street Journal, citando mediadores regionais e autoridades americanas familiarizadas com as negociações, diz que a posição iraniana não mudou significativamente em relação às fases anteriores.

Com isso, não houve grande progresso para um acordo de paz, o que levantou novas dúvidas sobre a possibilidade de uma solução diplomática para o conflito, já que Trump ameaçou novos ataques.

A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou nesta quarta-feira (20) 'estender a guerra para além da região' caso os Estados Unidos ataquem ao lado de Israel o país novamente.

As forças armadas iranianas disseram que estavam respondendo a ameaças do 'inimigo americano-sionista' depois que o presidente americano, Donald Trump, e o vice, JD Vance, alertaram nessa terça-feira (19) que poderiam retomar os ataques militares caso não haja um acordo de paz com o governo iraniano.

'Ainda não mobilizamos todas as capacidades da Revolução Islâmica contra eles. Mas agora, se a agressão contra o Irã se repetir, a prometida guerra regional desta vez se estenderá para além da região, e nossos golpes esmagadores em lugares que vocês menos esperam os levarão à ruína total', afirmou a força militar em comunicado.

Os Estados Unidos deram ao Irã 'dois ou três dias, talvez até sexta, sábado ou domingo, ou no início da próxima semana' para retornar à mesa de negociações e chegar a um acordo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19) pelo presidente americano, Donald Trump, chamando o prazo de 'um período limitado'.