Líder do Irã promete perdão para aqueles que demonstraram se arrepender ao 'acreditar em propagandas'
O gabinete do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu perdão àqueles que acreditaram na propaganda e assumiram 'posições inapropriadas' durante a vida do aiatolá Ali Khamenei, pai de Mojtaba.
Em um comunicado transmitido pela televisão estatal, o gabinete explicou que 'certos segmentos da população, em contato com o gabinete, expressaram profundo arrependimento por terem adotado, sob a influência das redes de propaganda enganosas do inimigo, posições inapropriadas e, por vezes, cometido atos de desrespeito à elevada posição do Líder Supremo'.
'Fiquem tranquilos, pois o Imam mártir sempre considerou todos na nação iraniana como seus próprios filhos e os perdoaria e absolveria'.
Com isso, 'todos esses entes queridos podem ter certeza de que são os destinatários do perdão desse coração bondoso', assegurou o comunicado.
Nessa quinta-feira (9), o Irã afirmou que Mojtaba estava bem e participando das ações na guerra, após uma reportagem do jornal The Times, com base em relatórios americanos e israelenses, dizer que ele estaria gravemente ferido e escondido para tratamento.
Irã afirma que não participará de negociações esta sexta (10) se cessar-fogo não for respeitado no Líbano
Destruição de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel.
AFP
O Irã não participará de negociações no Paquistão nesta sexta-feira (10) a menos que o cessar-fogo seja respeitado 'em todas as frentes', incluindo o Líbano. A afirmação é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Tasnim.
Ele afirmou que o governo paquistanês 'convidou ambas as partes a viajarem para Islamabad para realizar essas negociações, que estão atualmente em fase de revisão e planejamento'.
'No entanto, a realização dessas negociações está, sem dúvida, condicionada à obtenção de garantias de que os Estados Unidos honrarão suas obrigações de cessar-fogo em todas as frentes'.
Também acrescentou que, caso os EUA sejam contra o cessar-fogo no Líbano, estariam cometendo 'uma violação dos compromissos' firmados anteriormente.
Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem a partir desta sexta-feira (10) no Paquistão para negociar o fim da guerra.
Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.
AFP
Nessa quinta-feira à noite (9), a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, embarcou para Islamabad. A chegada da comitiva americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, no entanto, está prevista para sábado (11).
Com isso, são esperadas negociações indiretas por enquanto.
O governo paquistanês declarou feriado nesta sexta (10) e sábado (11) na capital para facilitar o deslocamento das comitivas, sob um forte protocolo de segurança.
O objetivo central do encontro é transformar o atual cessar-fogo temporário de duas semanas em um acordo de paz permanente. Mas apesar do agendamento do encontro, o governo iraniano ainda condiciona a participação efetiva nas conversas ao estabelecimento de um cessar-fogo também no Líbano.
Sob pressão do presidente Donald Trump, o governo de Israel anunciou que vai negociar um acordo de paz diretamente com o governo libanês, mas sem interromper a ofensiva.
Segundo a agência francesa AFP, o encontro entre representantes dos dois países está previsto para a semana que vem, em Washington.
Enquanto isso, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo temporário por limitar o tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.
