Líder de grupo de ransomware é adicionado ao "alerta vermelho" da Interpol

 

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O suposto líder do Black Basta, um grupo de Ransomware-as-a-Service (RaaS) ligado à Rússia, foi adicionado ao alerta vermelho da Interpol durante uma operação organizada por autoridades policiais ucranianas e alemãs. A ação também identificou dois ucranianos suspeitos de envolvimento com o mercado clandestino. Ransomware-as-a-Service (RaaS): A "uberização" do crime Provando o próprio veneno: hackers do malware StealC são hackeados Segundo as investigações, o comandante do grupo seria Oleg Evgenievich Nefedov, um cidadão russo de 35 anos. Além de estar na mira da Interpol, o suspeito também foi inserido na lista de mais procurados da União Europeia. As autoridades ucranianas identificaram que os envolvidos eram “especializados em invasão técnica de sistemas protegidos e agiam na preparação de ciberataques de ransomware”. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A agência também afirmou que os acusados eram “hash crackers”, hackers especializados na extração de senhas de sistemas de informação usando softwares específicos. A partir disso, os criminosos conseguiam invadir redes corporativas para extorquir dinheiro das vítimas como forma de resgate. Procurado pela Interpol, Oleg Evgenievich Nefedov é suposto líder de grupo de RaaS (Imagem: Reprodução/The Hacker News). Os policiais realizaram buscas nas residências dos dois suspeitos ucranianos, apreendendo dispositivos digitais de armazenamento e ativos em criptomoedas. Por trás da identificação Com estimativa de ter arrecadado ilegalmente “centenas de milhões de dólares em criptomoeda”, o grupo Black Basta surgiu no começo de 2022, atacando mais de 500 empresas da América do Norte, Europa e Austrália. Mas foi só a partir de um vazamento, no início de 2025, que registros sobre estratégias internas vieram à tona, incluindo informações sobre a estrutura do grupo e membros-chave, como o próprio Oleg Evgenievich Nefedov. Segundo os documentos, acreditava-se que o hacker possuía ligações com políticos russos de alto escalão, além de agências de inteligência, como o Departamento Central de Inteligência (GRU). Nefedov chegou a ser preso uma vez em 2024 na Armênia, mas conseguiu se livrar do encarceramento. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido, embora existam indícios de que ele esteja na Rússia. Leia também: SuperDaE: O hacker que enfrentou Microsoft e FBI e fugiu para contar a história Spyware Predator monitora usos da ferramenta pelo usuário, diz análise Ciberataques ameaçam Olimpíadas de Inverno na Itália Leia a matéria no Canaltech.