Líder da COP 31, Austrália adere à declaração lançada durante a COP 30 em Belém

Líder da COP 31, Austrália adere à declaração lançada durante a COP 30 em Belém

Fonte: Bandeira



O governo australiano anunciou nesta terça-feira (21/07) sua adesão à Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima. Lançada em novembro de 2024, durante a presidência brasileira do Grupo dos Vinte (G20), a iniciativa é copresidida por Brasil, Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O país da Oceania também confirmou a adesão à Declaração sobre a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, lançado na Conferência das Partes 30 da Convenção de Clima da ONU, a COP 30, realizada em Belém no ano passado, e que já conta com a assinatura de 27 países e da União Europeia.


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As informações foram divulgadas em Sidney, durante um encontro de ministros do Pacífico, onde foram discutidas prioridades de clima e energia para a COP 31, realizada no país.


Em um artigo publicado em sua página, o Departamento de Clima, Energia, Ambiente e Água australiano destacou o compromisso com a Iniciativa Global.

Afirmou que “a Austrália e as nações do Pacífico partilham o compromisso de melhorar o acesso à informação confiável.

Isto ajuda as pessoas mais afetadas pelas alterações climáticas a partilharem as suas experiências e a serem ouvidas”.


Com isso, a Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima já conta com 16 países membros: Alemanha, Austrália, Brasil, Bélgica, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Marrocos, Países Baixos, Peru, Reino Unido, Suécia e Uruguai. 


De acordo com o governo brasileiro, a principal objetivo da Iniciativa é estabelecer uma ampla coalizão.

Ela reúne países, organizações internacionais e entidades da sociedade civil para promover a integridade da informação climática na agenda internacional, fomentar pesquisas sobre o impacto da informação na ação climática, especialmente no Sul Global, apoiar a elaboração e implementação de respostas estratégicas a ameaças à integridade da informação, e contribuir para o fortalecimento de estratégias e campanhas de comunicação sobre a mudança do clima.


Já a Declaração sobre a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima estabelece compromissos voluntários para governos.

Também faz chamadas à ação para outros atores, visando a reforçar a pesquisa sobre o tema e a promoção da sustentabilidade do jornalismo ambiental.

Outros pontos incluem a proteção de comunicadores e cientistas, além da cooperação e capacitação.


A COP 30 da Convenção de Clima, realizada em Belém (9 a 21/11/25), reconheceu a integridade da informação como elemento central.

Isso foi formalizado em um texto de decisão, a “Declaração Mutirão”, na Agenda de Ação e nos debates sobre Ação para o Empoderamento Climático.


Próximos passos: a COP 31 na Turquia


Para o governo brasileiro, a adesão da Austrália à Iniciativa reflete o crescente reconhecimento da importância da integridade da informação.

A COP 31 da Convenção de Clima da ONU ocorrerá em Antalya, Turquia, entre 9 e 20 de novembro de 2026, sob a presidência compartilhada entre Austrália e Turquia.


A Iniciativa Global estará representada na COP 31, onde promoverá eventos com países e organizações parceiras.

O objetivo é conscientizar sobre o tema e divulgar os resultados de seu trabalho em 2026.

Entre as ações previstas estão: a conclusão de dez projetos financiados por seu Fundo em todo o mundo; o lançamento de um mapeamento de políticas e marcos legais nacionais sobre integridade da informação e clima; a publicação de uma carta de princípios para a publicidade responsável em termos de mudança do clima; e a apresentação de documentos desenvolvidos pela sociedade civil brasileira, no âmbito da Rede de Parceiros pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima.


Outro objetivo é incluir o tema da integridade da informação nas atividades do novo plano de trabalho.

Este está em negociação sobre a Ação para o Empoderamento Climático.

O foco será no acesso à informação, na participação pública e na educação climática, entre outros elementos.