Libertadores tem menos representantes brasileiros, mas o favoritismo do país persiste com argentinos em baixa
A Libertadores está de volta. Depois de estabelecer uma hegemonia com sete conquistas seguidas e duas finais recentes, o Brasil terá o menor número de representantes desde 2016, já que Bahia e Botafogo caíram nas fases preliminares. Por outro lado, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Mirassol e Palmeiras mantêm o amplo favoritismo do país na competição. Hoje, o tricolor estreia contra o Deportivo La Guaira, às 19h (de Brasília), na Venezuela, enquanto a equipe mineira enfrenta, também fora de casa, o Barcelona de Guayaquil, às 21h.
Diante da superioridade financeira e técnica no continente, os brasileiros se aproveitam do enfraquecimento dos argentinos, que não levantam o troféu da Libertadores desde 2018, quando o River Plate foi campeão em cima do rival Boca Juniors. Os “millonarios”, aliás, ficaram fora desta edição e jogam a Sul-Americana, enquanto os xeneizes já não são um bicho-papão e estão na chave do Cruzeiro, chamada de “grupo da morte” por também ter Barcelona e Universidad Católica-CHI.
Se River e San Lorenzo não disputam a Libertadores neste ano, há argentinos bem menos tradicionais que estreiam no torneio, como Platense e Independiente Rivadavia, nos grupos de Corinthians e Fluminense, respectivamente. Campeão da Copa da Argentina em 2025, o time de Mendonza é um dos líderes do Apertura — campeonato nacional do primeiro semestre. Além deles, Estudiantes, Rosário Central e Lanús, adversário do novato Mirassol, fecham a lista dos hermanos que tentam superar o domínio brasileiro.
Campeão inédito, time do Platense levanta a taça do campeonato argentino
Eduardo Rapetti / AFP
Por conta do que fizeram nos últimos anos, Flamengo e Palmeiras despontam novamente como os principais favoritos, mas o Fluminense de Luis Zubeldía disputa uma vaga nessa elite: terceira colocada do Brasileiro, é um dos mandantes mais temidos no Maracanã, com 14 vitórias seguidas no campeonato, o que pode fazer a diferença no cenário sul-americano.
