Líbano solicita negociações diretas com Israel após ataques com mais de 200 mortos, diz TV
O governo do Líbano solicitou ao governo de Israel negociações diretas após os ataques que deixaram cerca de 250 mortos e mais de mil feridos. A informação é da rede de TV Al Jazeera.
Nesta quinta-feira (9), o governo libanês decidiu proibir que grupos não estatais portem armas em Beirute, após os ataques de Israel contra o Hezbollah.
'Para a segurança de seus cidadãos', o governo 'exorta o exército e as forças de segurança a estenderem imediatamente o controle estatal sobre a região de Beirute e a limitarem o porte de armas apenas às forças legais', anunciou o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, seguiu a publicação do presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, e escreveu nas redes sociais que os ataques de Israel no Líbano são uma 'violação flagrante do acordo inicial de cessar-fogo'.
O Irã, e o Paquistão, mediador do acordo, afirmam que o acordo com os EUA incluía um cessar-fogo no Líbano, onde Israel luta contra o Hezbollah. Os EUA e Israel alegam que isso não estava incluído.
'Este é um sinal perigoso de engano e falta de compromisso com possíveis acordos', afirma Pezeshkian. 'A continuidade dessas ações tornará as negociações sem sentido'.
Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.
AFP
'Nossos dedos permanecem no gatilho. O Irã jamais abandonará seus irmãos e irmãs libaneses', continuou.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Líbano e o que ele chamou de 'eixo da resistência' são considerados parte de qualquer acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos.
Autoridades iranianas usam o termo Eixo da Resistência para se referir a grupos paramilitares em todo o Oriente Médio alinhados com sua liderança.
Em uma postagem nas redes sociais, Ghalibaf disse que o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, 'enfatizou publicamente e claramente a questão do Líbano; não há espaço para negação ou recuo'.
Ele alertou que as violações do cessar-fogo acarretariam 'custos explícitos' e provocariam respostas enérgicas.
Ghalibaf irá liderar a equipe de negociações com os EUA no Paquistão nesta sexta-feira (10), segundo a agência de notícias iraniana ISNA.
Irã estava prestes a responder 'violação do cessar-fogo', mas recuou por intervenção do Paquistão
Coluna de fumaça após ataque israelense em Teerã, capital do Irã.
AFP
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou nesta quinta-feira (9) que o país esteve prestes a responder a uma violação do cessar-fogo ocorrida durante a noite no Líbano, mas recuou após a intervenção do Paquistão.
Khatibzadeh também confirmou que a delegação do Irã se dirigirá às negociações de paz em Islamabad, enquanto os esforços de mediação do Paquistão continuam após o cessar-fogo.
A afirmação ocorre após uma tensão se as negociações iriam continuar, já que houve sinais do governo iraniano que elas podem ser canceladas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quinta-feira (9) que o Líbano e o que ele chamou de 'eixo da resistência' são considerados parte de qualquer acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos.
Autoridades iranianas usam o termo Eixo da Resistência para se referir a grupos paramilitares em todo o Oriente Médio alinhados com sua liderança.
Em uma postagem nas redes sociais, Ghalibaf disse que o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, 'enfatizou publicamente e claramente a questão do Líbano; não há espaço para negação ou recuo'.
Ele alertou que as violações do cessar-fogo acarretariam 'custos explícitos' e provocariam respostas enérgicas.
Ghalibaf irá liderar a equipe de negociações com os EUA no Paquistão nesta sexta-feira (10), segundo a agência de notícias iraniana ISNA.
O presidente do Parlamento era relatado por veículos de imprensa dos Estados Unidos como o nome por detrás das negociações de cessar-fogo em meio ao conflito. Na época, entretanto, essas conversas foram negadas recorrentemente pelo Irã.
Autoridades americanas disseram à CNN anteriormente que a reunião provavelmente ocorrerá em Islamabad, com a presença de mediadores paquistaneses. O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e o vice-presidente JD Vance devem comparecer.
