Lesões cerebrais, ferimentos e queimaduras: ataque iraniano que matou seis soldados no Kuwait foi mais grave do que o divulgado

 

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Um ataque iraniano com drone que matou seis militares dos Estados Unidos no Kuwait foi mais grave do que havia sido divulgado inicialmente, segundo informações da emissora americana CBS News. De acordo com fontes ouvidas pela rede, mais de 30 militares ainda estavam hospitalizados na noite de terça-feira por causa de ferimentos sofridos no ataque, ocorrido em 1º de março. Entre as vítimas, dezenas apresentaram lesões cerebrais, traumas causados por estilhaços e queimaduras.

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Procurado pela BBC sobre o relato, o Pentágono informou que cerca de 140 militares americanos ficaram feridos desde o início do conflito envolvendo o Irã, incluindo oito com ferimentos graves. O departamento não detalhou os tipos de lesão nem suas causas específicas.

— A grande maioria dessas lesões foi leve, e 108 militares já retornaram ao serviço — afirmou um porta-voz do Pentágono. — Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e recebem o mais alto nível de cuidados médicos.

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Sem alarmes

O ataque ocorreu na manhã de 1º de março no porto de Shuaiba, no Kuwait, onde militares americanos operavam um centro tático improvisado instalado em um complexo civil. Segundo uma fonte familiarizada com o caso ouvida pela CNN, o projétil atingiu diretamente o centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios.

A ofensiva ocorreu pouco depois das 9h e sem qualquer alerta prévio. Sirenes de emergência não chegaram a ser acionadas para que as tropas pudessem buscar abrigo. Após a explosão, partes da estrutura ficaram destruídas e incêndios continuaram em diferentes pontos do prédio.

Imagens de satélite feitas horas depois mostraram o edifício em chamas e uma densa coluna de fumaça escura subindo sobre o porto.

Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã

As seis mortes foram as primeiras entre militares americanos no conflito, iniciado no dia 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel lançarem uma operação conjunta contra o Irã.

Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.

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Após a confirmação das mortes, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que os militares "representam o melhor que nossa nação tem a oferecer" e são "verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado".

— Nossas mais profundas condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos — declarou.