Óleos essenciais no couro cabeludo: por que eles estão em alta nos cuidados com os fios?

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O cuidado com o couro cabeludo vem ganhando mais atenção nas rotinas de beleza, acompanhando uma mudança de olhar que também aconteceu com a pele. Em vez de concentrar os cuidados apenas no comprimento dos fios, a região passou a ser incluída em produtos e tratamentos que consideram suas características específicas. Nesse contexto, óleos essenciais como alecrim, lavanda, menta e melaleuca aparecem entre os ingredientes utilizados em diferentes propostas de cuidado. Seu cabelo está dando 'red flags'? 7 sinais de que a queda deixou de ser normal Medo de cortar franja? Conheça a whisper fringe, versão leve e desfiada Apesar de terem origem vegetal, esses ativos não devem ser confundidos com os óleos usados diretamente na hidratação dos cabelos. Os óleos essenciais são substâncias concentradas extraídas de diferentes partes das plantas, como folhas, flores, raízes e cascas. "Os óleos essenciais são extratos vegetais concentrados, obtidos a partir de plantas, flores, folhas, raízes ou cascas. Diferente dos óleos vegetais, eles são compostos por moléculas bioativas que exercem ações terapêuticas específicas", explica Vanessa Cardozo, gerente educacional da Donatti Cosméticos. Cada óleo tem características diferentes A composição varia de acordo com a planta de origem, assim como as propriedades atribuídas a cada substância. A melaleuca, por exemplo, é conhecida por características antifúngicas e antibacterianas. O alecrim é associado à circulação local, enquanto a lavanda costuma ser relacionada a uma sensação de relaxamento. Já a menta se destaca pelo frescor proporcionado durante a aplicação. Essas diferenças fazem com que a escolha do ativo dependa da finalidade do cuidado e das características de cada couro cabeludo. Não existe, portanto, um único óleo essencial que possa ser considerado adequado para todas as situações. "Os óleos essenciais conseguem atuar em diferentes dimensões ao mesmo tempo. Eles tratam o couro cabeludo, favorecem o equilíbrio fisiológico da região e ainda proporcionam uma experiência sensorial que transforma o momento do cuidado", afirma Vanessa. O aroma também faz parte da experiência Além da aplicação no couro cabeludo, o cheiro característico desses ingredientes ajuda a explicar sua presença em alguns rituais de autocuidado. A fragrância pode tornar o momento mais agradável e contribuir para a percepção de relaxamento ou frescor durante o procedimento. Segundo Vanessa, a experiência olfativa também pode ter relação com as emoções. "A inalação desses compostos durante o tratamento estimula áreas do cérebro ligadas às emoções. Dependendo do óleo utilizado, é possível promover relaxamento, sensação de equilíbrio ou maior estado de alerta. O cuidado deixa de ser apenas físico e passa a envolver também o aspecto emocional", destaca. Isso não significa, porém, que o aroma substitua cuidados específicos para problemas do couro cabeludo. Descamação, coceira, queda ou outras alterações persistentes podem ter diferentes causas e precisam ser avaliadas de acordo com cada caso. Óleo essencial não deve ser usado puro A concentração é um dos principais pontos de atenção ao incorporar esses ativos à rotina. Por serem substâncias concentradas, os óleos essenciais podem provocar irritação ou sensibilização quando utilizados de maneira inadequada. "Os óleos essenciais são altamente concentrados e não devem ser aplicados puros diretamente no couro cabeludo", orienta Vanessa. A diluição, o produto utilizado como veículo e a quantidade aplicada variam conforme o ativo e a finalidade. Por isso, receitas caseiras ou o uso direto do óleo sobre a pele não são uma alternativa segura apenas por se tratar de um ingrediente natural. O cuidado começa pela avaliação do couro cabeludo A ideia de adaptar os cuidados às necessidades individuais também aparece nas propostas de terapia capilar. Em vez de escolher um ingrediente apenas pela popularidade, a avaliação da região pode ajudar a definir quais produtos ou procedimentos fazem sentido para cada pessoa. Características do couro cabeludo, histórico de procedimentos químicos e objetivos em relação aos fios são alguns dos aspectos considerados nesse processo. A personalização, portanto, não está apenas na escolha do óleo essencial, mas na definição de quando e como determinado ativo deve ser utilizado.

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