Leonardo rejuvenescido? Poliana Rocha elogia marido e assunto levanta debate sobre blefaroplastia

 

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Mais do que apagar marcas do tempo, a cirurgia das pálpebras tem sido procurada por quem busca um olhar mais leve, descansado e expressivo, efeito que costuma ir além da aparência jovem. Prova disso foi a repercussão recente da blefaroplastia feita pelo cantor Leonardo. Após o procedimento, Poliana Rocha, esposa do artista, comentou o resultado nas redes sociais: "Ele rejuvenesceu 10 anos e o olhar ficou leve, realçou a cor dos olhos... Amei".

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A blefaroplastia está entre as cirurgias plásticas mais realizadas no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), e seu crescimento reflete uma mudança no desejo estético contemporâneo. Hoje, o foco não é apenas parecer mais jovem, mas transmitir vitalidade, leveza e bem-estar por meio do olhar.

Indicada tanto por razões estéticas quanto funcionais, a cirurgia atua diretamente na região ao redor dos olhos.

"Indicada para fins estéticos e também funcionais, visto que a flacidez excessiva das pálpebras pode atrapalhar a visão de algumas pessoas, a cirurgia de blefaroplastia tem como objetivo rejuvenescer a área periorbital através da retirada do excesso de pele e bolsas de gordura presentes nas pálpebras superiores e inferiores, com a possibilidade do reposicionamento dessas estruturas ou preenchimento de sulcos na região quando o médico julgar necessário", explica o cirurgião plástico Paolo Rubez.

Para o cirurgião plástico Wellerson Mattioli, a popularidade do procedimento está ligada à busca por naturalidade. "O crescimento da blefaroplastia reflete uma mudança de percepção estética global: mais do que parecer jovem, as pessoas buscam um olhar mais leve, descansado e expressivo. A área dos olhos é uma das primeiras a mostrar sinais de envelhecimento e cansaço, mesmo em pessoas jovens. Além disso, é uma cirurgia de recuperação relativamente rápida, com resultados muito satisfatórios e naturais, fatores que aumentam sua popularidade. No Brasil, onde a estética facial é valorizada culturalmente, essa demanda se intensifica ainda mais", afirma.

Essa mudança de abordagem também é destacada pela cirurgiã plástica Beatriz Lassance. "Por muitos anos, a blefaroplastia foi tratada apenas como uma cirurgia focada em tirar o excesso de pele ou as bolsas sob os olhos. Hoje, no entanto, essa visão mudou. Com os avanços das técnicas e o amadurecimento da percepção sobre beleza e saúde, a blefaroplastia se tornou uma cirurgia altamente personalizada, com uma avaliação mais global do olhar", destaca.

Segundo o Dr. Wellerson, o desejo por um olhar descansado ganhou protagonismo entre os brasileiros. "O olhar é uma região-chave na comunicação não verbal. Ele transmite emoções, vitalidade e confiança. Muitas vezes, o excesso de pele nas pálpebras e as bolsas de gordura abaixo dos olhos fazem a pessoa parecer mais cansada ou envelhecida do que realmente está. Por isso, a busca por um ‘olhar descansado’ se tornou um objetivo estético importante, superando inclusive procedimentos injetáveis. É uma tendência clara: as pessoas querem parecer bem, com naturalidade e sem excessos", pontua.

Os avanços técnicos também transformaram a forma como a cirurgia é realizada. De acordo com o Dr. Paolo, hoje a blefaroplastia prioriza a preservação da anatomia individual. "Hoje buscamos preservar e reposicionar estruturas, respeitando a anatomia individual. Técnicas mais refinadas permitem resultados mais naturais, com menos riscos de alterações na expressão. Além disso, há uma valorização crescente da harmonia do terço superior da face como um todo, o que muitas vezes envolve a associação com lifting de sobrancelhas ou tecnologias de rejuvenescimento da pele. A tendência é cada vez mais personalizada e menos padronizada", esclarece.

"Se antes o objetivo era deixar todos com pálpebras esticadas e olhos ‘abertos demais’, hoje a blefaroplastia é guiada pela personalização. O cirurgião avalia fatores como gênero, idade, etnia, proporções faciais e até o estilo de vida do paciente. Um olhar bonito não é apenas um olhar jovem, é um olhar natural, coerente com quem aquela pessoa é", reforça a Dra. Beatriz Lassance.

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Divulgação TV Globo / Instagram

Em muitos casos, a blefaroplastia pode ser combinada com outros procedimentos. "É comum associá-la ao lifting facial, lifting de sobrancelhas ou cantopexia (sustentação do canto lateral dos olhos), dependendo das características anatômicas do paciente. Também pode ser associada a tratamentos a laser ou com tecnologias de radiofrequência para melhorar a qualidade da pele ao redor dos olhos", detalha o Dr. Wellerson.

Quando a flacidez é leve, tratamentos não cirúrgicos podem ser suficientes. Um exemplo é o Plasma Fracionado Frio. "Ideal pata combater a flacidez das pálpebras de maneira eficaz, esse procedimento age por meio de jatos de plasma que promovem a sublimação do tecido. É como se tirasse pedacinhos de pele. Com isso, há uma retração da pele e estímulo da produção de colágeno, o que reduz de forma eficaz a flacidez local", diz a dermatologista Paola Pomerantzeff.

Rápido, não invasivo e seguro, o método causa apenas leve desconforto, minimizado com anestésico tópico. "A região das pálpebras fica marcada por alguns dias, podendo apresentar vermelhidão, inchaço e pequenas 'casquinhas de cicatrização'. No entanto, já é possível ver melhora da região após 30 dias do procedimento", acrescenta.

Outro recurso que pode ser associado à cirurgia é o enxerto de gordura. "Em alguns casos, pequenas quantidades de gordura são reposicionadas ou enxertadas para suavizar sulcos e dar suporte ao olhar", observa o Dr. Wellerson. "Não se trata apenas de tirar o que sobra, mas também de reconstruir volumes, preencher lacunas e redesenhar de forma sutil o contorno ocular", complementa a Dra. Beatriz.

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Reprodução Instagram

Apesar de ser considerada uma cirurgia segura quando realizada por profissionais qualificados, a blefaroplastia envolve riscos, como qualquer procedimento cirúrgico. Entre eles estão hematomas, infecção, assimetrias, dificuldade para fechar completamente os olhos no pós-operatório e, em casos raros, alterações na visão.

"Por isso, é essencial que o procedimento seja feito por cirurgião plástico habilitado, com experiência na região periocular e em ambiente seguro", alerta Dr. Wellerson. "O paciente deve seguir rigorosamente as orientações médicas no pré e pós-operatório. Isso inclui evitar exposição ao sol, fazer compressas geladas nos primeiros dias, evitar esforço físico e dormir com a cabeça elevada. Também é fundamental suspender medicamentos que aumentem o risco de sangramento, como aspirina e anti-inflamatórios, antes da cirurgia, sempre com orientação médica. A escolha de um profissional experiente é o primeiro passo para um resultado seguro e satisfatório", finaliza.