Lenda do boxe revela sequelas e diz sofrer com falhas de memória por conta de golpes na cabeça: 'esqueço tudo'
Julio César Chávez, um dos maiores nomes da história do boxe, revelou que sofre hoje com problemas de memória decorrentes dos anos de carreira no ringue. Aos 63 anos, o ex-campeão mundial afirmou que os golpes acumulados ao longo de mais de duas décadas de atividade deixaram sequelas cognitivas, com episódios frequentes de esquecimento.
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Em entrevista ao apresentador Adrián Marcelo, o ex-lutador foi direto ao relatar as dificuldades do dia a dia.
— Pois é, o que você acha? Sim, eu esqueço tudo. Agora mesmo esqueci o celular, já está perdido. Nem sei onde deixei. Claro, são consequências de tantos golpes, entende? Felizmente estou consciente, mas às vezes esqueço as coisas — disse Julio César Chávez.
Considerado um dos maiores boxeadores da história do México, Chávez construiu uma carreira marcada por títulos mundiais em três categorias — superpena, leve e superleve — e um cartel de 107 vitórias, sendo 86 por nocaute. Ao todo, foram 115 lutas profissionais ao longo de mais de 25 anos.
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A fase final da trajetória, no entanto, foi marcada por desgaste físico e técnico. Entre 1999 e 2005, o mexicano acumulou sete derrotas em 14 combates, incluindo um nocaute diante de Kostya Tszyu e a despedida com revés para Grover Wiley. O próprio ex-pugilista já reconheceu que poderia ter encerrado a carreira antes, após derrotas emblemáticas para Frankie Randall, em 1994, e Óscar de la Hoya, em 1996.
Mesmo com as limitações atuais, Chávez segue ativo e próximo do público, mantendo a imagem de ídolo no país. A exposição sobre as sequelas também tem servido como alerta sobre os riscos do esporte, especialmente em carreiras prolongadas além do auge físico.
O ex-campeão continua sendo reverenciado como o “Grande Campeão Mexicano”, não apenas pelos feitos dentro do ringue, mas também pela franqueza ao abordar as consequências de uma trajetória marcada por conquistas — e pelos impactos duradouros dos golpes recebidos.
